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Oi, como estão? Num mundo onde o mistério e o suspense ditam as regras, Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.

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Numa mistura de filmes, quadrinhos e livros, nos deparamos com A Invenção de Hugo Cabret, uma aventura e inspiradora narrativa do autor e ilustrador americano Brian Selznick, que homenageia a 7º arte através de referência históricas e um inteligente uso de metalinguagem. Hugo Cabret é livro infanto-juvenil, mas nem por isso você precisa achar que só criança o lê (você já leu As Crônicas de Nárnia? Também é infanto-juvenil). O protagonista que também é título do livro é um órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 30. Ele herda do pai o impressionante dom para entender o funcionamento de engrenagens e assim consegue se virar consertando e dando corda aos relógios da estação.

Entre esses serviços Hugo se dedica ao conserto de um autômato (um robô que imita movimentos) que o pai encontrara abandonado antes de falecer num incêndio. O menino então tenta resgatar a memória do pai dando vida ao homem mecânico, mas ele precisa de peças e não é nada fácil consegui-las. É nesse momento que o caminho de Hugo Cabret se cruza com o misterioso dono de uma loja de brinquedos, mudando a vida dos dois para sempre.

A história é muito interessante, mas isso não é o que mais encanta o leitor. Brian, em vez de usar apenas palavras optou por uma sequência de ilustrações que serve como um Storyboard para completar o texto. São fundamentais para que o leitor compreenda a história e dê continuidade à narrativa, quase transformando as próprias páginas do livro numa tela de cinema. A ilustração é parte ativa da história e prevalece ao longo das 533 páginas da edição brasileira.

Brian utiliza seu talento como ilustrador para integrar texto e imagens de uma forma brilhante. Razão pela qual “A invenção de Hugo Cabret” acaba virando uma verdadeira experiência. A forma acaba sendo mais interessante que o próprio conteúdo. Além disso, o conteúdo dessa narrativa traz a curiosa mistura de ficção e realidade.

O ponto crítico do livro é a inocência com o qual os problemas são resolvidos. O que prevalece são as coincidências inseridas para solucionar esses problemas e não criar situações que intriguem o leitor. Isso tira um pouco da maturidade, mas não diminui a genialidade e exuberância da narrativa. As invenções de Hugo Cabret é uma viagem delicada, recomendada para todos os amantes do cinema e de edições caprichadas de livro.

Vi o filme antes de ler o livro. Ambos são muito bons!

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NICK NERDBOOKS 2

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