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Oi, como estão? Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.

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Esse foi o primeiro livro do gênero “literatura fantástica” de um autor brasileiro que comprei, e só fui descobrir quando estava quase na metade do livro e fiquei curioso sobre quem havia escrito a história. A forma como descreve os ambientes nacionais, como o Rio de Janeiro. Quando me deparei com “A Batalha do Apocalipse” na livraria, desde a capa, o título e a indicação de que aquela era uma edição especial, fui logo conquistado. Afinal, não existem criaturas mais intrigantes e exuberantes do que os anjos. Estava mesmo precisando de algo novo! Sem vampiros, filhos de deuses e bruxos. Os anjos de Eduardo Spohr vieram me tirar do inferno literário.

Gostei da história, porém gastei certo tempo para concluir a leitura, parei um tempo de ler, mas retornei, principalmente pela densidade das histórias e também pela quantidade de informações que possui o que muitas vezes fez com que eu ficasse desinteressado. Ablon, protagonista, tem sua história bem construída e seus sentimentos explorados a fundo através das aventuras pelas quais ele passa antes de chegar a trama principal, ou seja, o apocalipse. Eduardo Spohr começa na Mesopotâmia mais precisamente na Torre de Babel, passa pela China, por Jerusalém no nascimento de Cristo e até por um mosteiro na Inglaterra, cada parte do caminho pelo qual Ablon, o Anjo Renegado, passa em busca de justiça.

O livro tem muitas variedades, passando pela história, ação e claro, romance. Dentre tantos personagens existentes em meio as aventuras do Renegado, Shamira, a feiticeira, se destaca, já que ela ganha o coração do celestial e passa a ajudá-lo e também salvá-lo. Apesar de ficar meio sumida, em alguns capítulos, ela continua tendo um papel fundamental para que toda a trama se realize.

No entanto, apesar de ter uma história incrível e ser muito bem escrita, como mencionei antes, o livro acaba sendo um pouco “denso”. A leitura é pesada e não só por isso, mas também ao “vai e volta” constante entre a história principal e as aventuras secundárias vividas por Ablon. Enfim, não posso deixar de recomendar, pois a minha experiência não deve interferir na sua, mas posso te encorajar a ler essa obra, que foi uma das primeiras do nosso mercado brasileiro a ir para o gênero da fantasia.

NICK NERDBOOKS 2

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