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Olá meus Nerd’s! Como estão?

Como eu havia conversado com vocês, no desafio de março eu iria ler, A Menina que Roubava Livros, mas só tive tempo de publicar a resenha hoje.. Então, aproveitando o momento já vou deixar pra vocês o desafio do mês de abril.  😀

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 Sinopse:

Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

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Título: A Menina que Roubava Livros
Título original: The Goonies
Autor: Markus Zusak
Ano: 2011
Páginas:
480

Editora: Intrínseca

5 SABRES

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Resenha:

O livro é uma narrativa da Morte, seu foco é a vida de Liesel e o que a ela for relacionado. Organiza-se em dez partes, cada qual com cerca de quarenta páginas.

“A menina que roubava livros” conta a história de uma menina de nome Liesel Meminger que, durante uma viagem de trem com destino a cidade alemã de Molching, ao despertar encontra o seu irmão que viajava a seu lado, morto. No trajeto é feita uma parada para inumar o menino, e, é no cemitério onde nossa protagonista faz o primeiro de seus roubos: um dos coveiros, descuidado, deixa cair à neve um livro intitulado “Manual do Coveiro”. Chegando a cidade de destino, Liesel descobre que seria entregue a uma família adotiva; reluta muito em partir dos braços da mãe, mas acaba cedendo. Nossa protagonista passa a viver com Hans e Rosa Hubermann, sua nova família. A partir de então, Liesel ao decorrer da história, começa a estudar, faz amizades e, passa a roubar livros da biblioteca da mulher do prefeito, Ilsa Hermann (com certo consentimento da proprietária). Ao lado de seu amigo Rudy, ela constrói uma amizade solidária e uma cumplicidade nos furtos, além de um amor castiço e terno…

A ideia de Markus Zusak ao grafar um romance cujo cenário é a Alemanha nazista, retratando os horrores desse período, é de fato interessante. Uma jovem menina que vê (assim qual uma minoria de outras pessoas alemãs) um absurdo nos ideais de Hitler, mas, por coação, mantém a aparência de nazista, muito embora, durante parte da história os Hubermann e Liesel abriguem secretamente um judeu em seu porão.

O livro mostra o caos que foi a Alemanha nesse período: moradores alemães passando fome com o racionamento de alimentos, o temor de ser considerado um traidor ou mesmo de ser alvo de desconfianças por parte dos membros do partido nazista, a repressão para que todos se alistassem a essa facção e, a perseguição aos que se negavam. O fanatismo de maioria dos alemães, o nacionalismo exagerado, a arrogância… A perseguição aos judeus e a quem não fosse etnicamente alemão. O sofrimento das famílias – não só judias, mas inclusive alemãs como também russas e outras tantas – que perdiam seus parentes nas batalhas; das mães que perderam seus filhos ainda pequenos por conta dos bombardeios; pessoas que foram mutiladas pelo conflito… Atrocidades tamanhas que expõem o lado mãos sombrio, perverso e dantesco da natureza humana, capaz de apavorar até mesmo a singular narradora (“os seres humanos me assombram”).

A estruturação desse livro é um pouco diferente do que as dos títulos que já li. A principio foi curioso, até mesmo um pouco “estranho”, mas ao decorrer do livro torna-se conveniente e agradável.

Esta obra possui sem dúvida valor pedagógico; como sempre indicando o mérito da Literatura qual instrumento de cultivar conhecimentos variados. Trata-se de um texto mais indicado, talvez, a alunos a partir do segundo ano do Ensino Médio, dada a qualidade da escrita.

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Desafio Literário 2016 – Abril

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Para o desafio desse mês de abril, temos como obrigatório um livro de autor brasileiro e como opcional um livro de até 100 páginas.

Então, para o obrigatório eu escolhi o livro, Espíritos de Gelo por Raphael Draccon que ficou conhecido pela trilogia Dragões de Éter. 

Mais uma vez não vou ler o livro opcional, por causa do tempo! :\

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