O que compreendemos por livro? Um conjunto de páginas escritas em formato retangular e de proporções únicas? Um espaço comunicativo de dados e relatos? Um exemplar de contos, estórias, fábulas confusas? Espaço escrito para se registrar estudos, biografias? É produto formulado para implementação da educação por meio de linguagens, escritas afins? Para a Unesco, em 1960, o livro foi considerado: uma publicação impressa, sem periodicidade, que constasse no mínimo 56 páginas, claro sem ser contabilizada suas capas. – Uau, então eu já criei muitos livros (risos). – Sendo considerado uma das maiores ferramentas revolucionárias já criadas pelo homem. É assim um conceito de que o livro é por si só um veículo, o que seria um suporte de uma informação. Tornando-o assim um produto industrial. Só que não creio que foi um simples produto por assim dizer. Vamos entender. Com o tempo, a palavra escrita conquistou o tempo, o livro consequentemente ganhou espaço. De modo geral, toda a humanidade se adaptou à escrita e ao hábito de ler, e toda as pessoas no mundo poderão ser atingidas por escritos, textos com ideias, conceitos, estudos que vão de Sócrates e Horácio a Sartre e McLuhan, Gandhi a Karl Marx, de diários pessoais a Álvares de Azevedo. Eu sou Rodolfo Rodrigo e te convido a conhecer um pouco da história do livro, vamos lá pessoal?!

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                A partir do momento em que pessoas criam frases e temas, elas transmitem ideias e conceitos. Nos livros os escritores decidem assim o que consideram significativo no momento histórico e atual em que vivem, sendo um transmissor de informações, dados que ajudam a formar análises sobre a sociedade em que vivemos ou de outras sociedades que não estão mais presentes nos dias atuais, sendo um meio conceitual de se transpor conhecimento iconográfico, fotográfico, textual, documental. O livro até o século XV, servia a uma pequena minoria de letrados, sábios e estudiosos que constituíam um círculo de intelectuais, geralmente confinados aos mosteiros no início da idade Média, onde apenas eles tinham acesso às bibliotecas, com manuscritos repletos de ilustrações. O que nos lembra bastante aqueles livros de bruxos com símbolos e códigos, muitos até hoje não decifrados. Logo após o reflorescimento europeu, por volta do fim do século XVI, burgueses e comerciantes passaram a integrar o mercado livreiro dessa época. A erudição laicizou-se e o número de escritores passou a crescer, com muitas novas línguas que não eram mais o latim ou a grega, que eram direcionadas as obras que haviam de ser relevantes, clássicas, dignas da atenção de alguém. Hoje o livro é admirado em todos os tipos linguísticos. Mas foi por volta dos séculos XVI e XVII, que surgiram inúmeras obras literárias nacionais.

                Pois bem pessoal, mas o que nos possibilitou termos nossos lindos adoráveis livros coloridos em nossas estantes ou ao lado de nossos travesseiros, veio logo a seguir. Seguimos então meus nerdbookaholics para grande revolução das impressões em papel, em cadernos costurados e depois encapados, um novo empreendimento comercial e cultural, graças ao desenvolvimento do sistema de impressão de Gutenberg, logo em 50 anos cerca de 20 milhões de exemplares foram disponibilizados para uma população de 100 milhões de habitantes, a maioria analfabeta, deixando claro que a humanidade necessitava ler mais e mais. Tornando-se uma sede intelectual. Mas a porcentagem de leitores não cresceu na mesma proporção que a expansão demográfica mundial. Mas para a alegria do NerdBook’s e de nossos seguidores, houve um grande impulso com as modificações sociocultural e econômicas no século XIX, quando o livro passou a ser também um meio de relato e divulgação das fases e mudanças sociais em nossa história. Sob a ideia de que para se ascender na vida era necessário que se lesse. Isso expandiu a produção de obras e formou todo esse acervo literário que consumimos até os dias atuais. E suas produções artísticas estão cada vez mais belas. Cada livro encantador. Mas aí veio as novas mídias para distrair a atenção dos leitores através de entretenimentos no campo visual, gráfico, cinematográfico, digital e tantos outros. Isso tem feito os jovens cada vez mais se desinteressarem pelo hábito de ler. O que considero uma grande tristeza contemporânea. Pois temo que as pessoas fiquem cada vez mais voláteis, sem base fundamentada de conceito ou princípio. Quem lê uma história, fortalece seu intelecto, vive situações sem ter que presenciá-las, cria maneiras de ser criativo, a imaginação de um leitor é sempre muito agradável, compreensiva. Quem lê livros tende a ser mais educável e tolerável. Pelo menos essa é minha percepção e opinião própria. Pois eu penso assim, pessoal: Intelecto vem do amadurecimento e o amadurecimento vem com o conhecimento, e não com a idade. A fonte de conhecimento mais significativa que o ser humano criou está nos livros. Tudo é descrito em rascunhos, cadernos, artigos, resenhas, roteiros, scripts, livros, papéis diversos e de incontáveis texturas, em interfaces, manuais, o hábito de escrever está associado a um livro, que nada mais é do que a organização de suas escritas e ideias culturais ou conceituais, em folhas condicionadas e alinhadas ao propósito de cada obra. Nos livros encontramos romances, emoções, fantasias e sonhos, nos identificamos, vemos o mundo com mais clareza, aprendemos a lidar com nossos sentimentos, desfrutamos da imaginação de um autor na perspectiva de nossa própria imaginação. Ler é sempre interessante se você escolher o tipo de leitura que lhe agrade. Eu sou aberto a todas, não sou obrigado a gostar de todas, muitas nem consigo concluir mesmo, não nego, seja por desânimo, falta de paciência com determinado assunto, mas sempre estou me encontrando, admirando, obras aqui e ali, sempre um pouco de cada gênero. Sempre tem aqueles autores em que você joga o livro longe e diz: Porque você faz isso? Isso é um louco, me confundindo assim. Lembro de muitas situações. Vou citar uma delas, me acompanhem meus caros nerdbookaholics:

                “Vivos ali só Nando com a lamparina de querosene e Cristo na luz da sua glória. Diante do Cristo a temível balança onde os menores pecados de omissão e de intenção rompiam a linha de fé, deslocando com extravagância o fiel. Murmúrios de maledicência retiniam feito moedas no metal e velhos gestos de descaso e orgulhos eram refeitos e imobilizados no ar para que deles se extraísse o peso exato, que afundava o prato. Momentos de amor-próprio e de respeito humano congelavam em bolas de chumbo, uma em cada prato, retratando vida que haviam passado por virtuosas quando eram apenas um hirto equilíbrio de abominações. ”

                Logo quando iniciei, vi logo a confusão que Antonio Callado causaria em mim neste seu romance.  É uma grande literatura, de valor muito considerável. Eu sabia o quanto eu teria que estudar para poder me identificar. O dicionário precisava estar ali ao meu lado para me socorrer nos momentos necessários. E tem escritores que parecem loucos vindo e bagunçando nossas mentes. Quando li O Iluminado, nossa, quase enlouqueci de tanta angustia com o pobre do  garotinho de cinco anos, Stephen King é muito intenso.

                Mas é mais ou menos por aí, pessoal. A história do livro traz muitas descobertas. Espero que tenham gostado de entender um pouco o que conhecemos por livro, seu início, suas jornadas e mudanças, de maneira direta, seu espaço no mundo. Vocês poderão se aprofundar mais sobre o assunto no estudo Enciclopédia Abril de 1972, lançado pelo editor e empresário Victor Civita, no verbete “livro”, que traz grandes e importantes informações sobre a história do livro. Boa parte desse breve estudo eu encontrei através de um recente livro que estou lendo para nossa próxima resenha que já está sendo elaborada com todo carinho para vocês. A imagem da postagens foi encontrada na web. Reiterando: Dica essa que adquiri através das Palavras do Editor em uma das coleções da Martin Claret. Não poderei falar mais para não deixar vocês descobrirem a obra da próxima resenha.

Um forte abraço e até a próxima!

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