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Resenha: Good Omens – Belas Maldições por Neil Gaiman e Terry Pratchett

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Sinopse:

O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, para falar a verdade. Pouco antes da hora do jantar. Não há nada que possa ser feito para frustrar o Grande Plano divino. Mas quando uma freira satanista um tanto distraída estraga um esquema de troca de bebês e o pequeno Anticristo acaba sendo entregue ao casal errado, tem início uma série de erros cômicos que podem ameaçar o próprio Armagedom. Aziraphale é um anjo que atua na Inglaterra e dono de um sebo nas horas vagas. Crowley é um demônio e ex-serpente responsável pela mesma região. Ambos veem nessa confusão uma grande oportunidade, porque os dois, que vivem entre os humanos desde o Princípio, apegaram-se demais ao mundo para desejar a grande batalha entre o Céu e o Inferno. Em sua jornada para evitar o Armagedom e encontrar o Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa, eles acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê com precisão os acontecimentos do fim do mundo, com caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até com os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles terão de ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando… Esta edição contém a tradução revisada a partir do original revisto, aprovado por Neil Gaiman e pelo Pratchett Estate, que corrige vários erros de digitação e imprecisões presentes em edições anteriores.

Título: Good Omens: Belas Maldições
Título original: Good Omens
Autores: Neil Gaiman e Pratchett Estate
Ano: 2019
Páginas: 364
Editora: Bertrand Brasil

4 SABRES

Resenha:

Este é um bom momento. Ler o romance agora nos preparará muito bem para a adaptação da TV estrelada ainda este ano, mais precisamente dia 31 de maio, então está beeem próximo. Embora o romance de 1990 não necessariamente forneça soluções, pode ao menos nos ajudar a rir do absurdo de nossa situação atual.

Mas mesmo as piores previsões para 2019 não correspondem exatamente aos eventos em Belas Maldições. No livro, o Fim dos Tempos está chegando, mas – graças a uma confusão em uma maternidade – o anticristo vive na pequena cidade de Oxfordshire. Ele é um garoto comum (com alguns poderes mágicos úteis) e ainda não percebeu o que o destino tem reservado para ele, resultando em algumas surpresas para todos, incluindo o anjo Aziraphale e o demônio Crowley, que se unem para parar o apocalipse e salvar a Terra.

Pelo que me lembro, o resto do livro faz jus a essa fantástica premissa e depois a algumas. Dito isso, devo também admitir que li pela última vez Belas Maldições logo após a primeira publicação aqui no Brasil em 2017 (o livro foi de fato publicado nos anos 90).

Uma das alegrias do livro que eu me lembro claramente é cavar as notas variadamente iluminadas, desviadas e absolutamente ridículas com as quais Pratchett e Gaiman enriqueceram sua história.

Pratchett e Gaiman conseguiram criar uma história que une grandes doses de sátira, cinismo e humor maluco, não convencional em uma observação coesa, embora surpreendentemente precisa, da vida humana em todo o mundo. Os personagens, um dos maiores pontos fortes deste livro, trazem muito charme e humor ao livro.

Os enredos secundários são outro ponto forte desta história que, apesar de ser aparentemente aleatória e independente, as histórias estão, na verdade, estabelecendo uma base sólida para o enredo principal, fornecendo muitas informações e suporte relevantes. Também existem alguns enredos laterais e personagens que realmente não adicionam muito à história e sentem que estão lá apenas para pegar algumas risadas baratas.

A descrição acima apenas arranha a superfície do que é um conjunto muito amplo, mas complexo de personagens e enredos, porque eu precisava de um limite para evitar que o que eu escrevesse se tornasse algo sem sentido e desajeitado. Há tanta coisa acontecendo, tantos pequenos detalhes para acompanhar, e ainda assim consegue se reunir muito bem para formar uma grande história sobre o que significa ser humano.

Até a próxima! Deixem seus comentários logo abaixo.

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