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Essa menina não é brinquedo | #DarkSide2016‏

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Nascemos inocentes e somos corrompidos ou a semente da maldade já está dentro de nós?

 

É tiro atrás de tiro, mais um lançamento da DarkSide Books para nos deixar boquiabertos!

Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? Menina Má, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial.

Publicado originalmente em 1954, Menina Má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, Menina Má ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.

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Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.

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Menina Má é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.

O romance de William March, que chega as livrarias em 2016, é ainda uma excelente dica de leitura para os fãs da coleção Crime Scene, da DarkSide Books, que investiga casos reais de psicopatas. A ficção nunca antes foi tão assustadoramente real como em Menina Má.

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William March nasceu em uma família pobre no Alabama, em 1893. Alistou-se na Marinha e combateu na Primeira Guerra Mundial, tendo recebido condecorações dos governos norte-americano e francês. Largou a farda logo após o conflito, e os horrores do confronto lhe inspiraram a escrever seu primeiro romance, Company K. Publicou seis romances e quatro compilações de contos. Morreu em 1954, um mês após o lançamento do seu livro mais celebrado, Menina Má.

4 Estrelas, Resenhas

Resenha: A Moreninha – Joaquim Manoel de Macedo

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Sinopse: 

A Moreninha é um dos principais romances brasileiros e seu autor, ao lado de Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo e outros (poucos) formam os verdadeiros alicerces da nossa literatura. Centrado no romance entre Augusto e Carolina, este é o principal livro de Macedo. Numa época onde a cultura era totalmente voltada para a Europa, A Moreninha é uma das primeiras e magnificas tentativas de fazer literatura brasileira, observando usos e costumes do Brasil do Segundo Império, retratando o cotidiano da vida brasileira em meados do século passado.

Título: A Moreninha 
Título original: –
Autor: Joaquim Manuel de Macedo
Ano: –
Páginas
: 159

Editora: Klick

4 ESTRELAS
BOM!

Skoob | GoodreadsSubmarino

Resenha:

A Moreninha, gira em torno de uma aposta feita por quatro amigos, estudantes de medicina: Fabrício, Augusto, Leopoldo e Felipe. A aposta surge quando Felipe convida os amigos a visitar a sua avó, D. Ana. E faz toda uma propaganda em torno de suas primas e de sua irmã. Augusto que é visto como legítimo namorador e conquistador, diz que jamais consegue amar uma moça por mais de 3 dias.

Assim surge a aposta: Se Augusto se apaixonar por uma só mulher durante quinze dias será obrigado a escrever um romance, como pagamento da aposta. Caso contrário, Felipe terá que escrever sobre sua derrota. Aposta é aceita.

Indo até a Ilha (que nunca é nomeada no livro), conhecemos a família, as festas, as brincadeiras de uma nova sociedade, com novos costumes, que estava surgindo no Brasil. Lá, os rapazes se encantam pelas moças. Logo surge, um romance entre A Moreninha e o Incorrigível Augusto. Um romance que enfrentará dificuldades, principalmente promessas do passado.

O Livro em sua época pode ser considerado um Best-seller, pois foi lido por muitas pessoas. O livro tem um toque de realismo (não confundir com o ideal da escola realista), ele vai descrever costumes, lugares tipicamente brasileiros, mas, lembrando que estamos no Romantismo, temos muitas coisas idealizadas, inclusive o amor, a mulher.

A História lida hoje em dia, pode ser considerada uma típica comédia romântica, com seus clichês. Porém, a obra é super divertida. Muitos consideram obra pra meninas, não concordo. Afinal, qualquer rapaz pode se divertir ou até mesmo se identificar com algumas opiniões dos estudantes da história. O fato é que, os costumes na obra, a forma da paquera são diferentes, contudo, se analisarmos bem a essência não mudou tanto assim, acho possível que muitos ainda podem se identificar com o ideal da obra. Seus valores, a sua moralidade. E se emocionar e rir bastante. 

Não espere encontrar muita descrição, pelo contrário houve uma preocupação em dizer o essencial. Descrever o que realmente era importante para criar ambientes, por exemplo. Os Diálogos são muito bem trabalhados, são divertidos. 

Joaquim traz algo novo, uma obra que fez muito sucesso e que ainda é lida hoje em dia, estudada e debatida. Merece ser lida e apreciada como uma obra literária não só pelos ditos famosos críticos e estudiosos de literatura, mas sim por todo e qualquer leitor.