Cassandra Clare, Resenhas, Séries, Sem categoria

SHADOWHUNTERS: Assistir ou não?

291184

Em primeiro lugar, você pode estar se perguntando o que é Shadowhunters? Ou o que são Instrumentos Mortais? A série de TV Shadowhunters é uma adaptação de uma série de livros do gênero YA (jovens adultos), popularmente conhecida como The Mortal Instruments (Instrumentos Mortais). A série literária possui 6 livros. Há uma trilogia chamada The Infernal Devices (As Peças Infernais), dois livros de histórias canônicas, contadas e chamadas The Bane Chronicles (As Crônicas de Bane, sobre o bruxo bissexual imortal Magnus Bane) e Tales From Shadowhunter Academy. Há também mais duas séries de sequências planejadas (3 livros cada): The Dark Artifices (Os Artifícios das Trevas, o primeiro livro, Dama da Meia-noite, foi publicado pela Galera Record em 2016) e The Last Hours (sem data prevista de lançamento no Brasil). Hum. Há também um Shadowhunter Codex, que é um guia de acompanhamento de terminologia, história e assim por diante. Em suma, este é um mundo enorme. Esta série é para as pessoas que amam a fantasia urbana, lotes e lotes de construção do mundo, árvores genealógicas complicadas que cobrem séculos (saber quem está relacionado com quem e o que aconteceu entre seus antepassados há 200 anos é muitas vezes crucialmente importante nesta série).

Em poucas palavras, Shadowhunters são pessoas descendentes de anjos que protegem o mundo de Downworlders (fadas, vampiros, lobisomens, demônios e qualquer outra coisa não humana ou um caçador de sombras). Há um mundo inteiro que os seres humanos não têm ideia sequer existe. É um mundo perigoso que se equilibra precariamente à beira da guerra entre facções em grande parte políticas de seres sobrenaturais, nenhum dos quais gosta ou particularmente confiam uns nos outros e onde muito poucas coisas são como parecem (incluindo quem são os caras “bons” e “maus”).

A série de TV é baseada na série principal e começa na trama do primeiro livro, A Cidade dos Ossos. No primeiro livro, uma adolescente comum descobre que ela é qualquer coisa menos comum quando sua mãe é sequestrada por causa de algo chamado A Taça Imortal que as pessoas muito ruins querem. Clary Fray, a antiga garota comum, tem muito com que lidar. Sua mãe mentiu sobre quem é toda a sua vida. Após o sequestro descobre ser uma shadowhunter, assim ela tem que aprender rapidamente sobre todo este mundo que ela nunca soube que existia e não possui nenhum conhecimento para lidar com essa novidade, há desconfiança por toda parte (especialmente quando todos sabem quem é seu pai e por que ela e sua mãe estavam disfarçadas como Mundanos).

Primeiro de tudo, você deve assistir? Se você é um fã dos livros e filmes, eu diria que sim. Não é perfeito e eu tenho alguns problemas que vem sendo aceitável até o momento. Eu sou um grande fã de longa data dos livros e estou emocionado ao ver esses personagens na TV. Eu gostei partes do filme, honestamente, mas o grande problema que eu poderia ver é que esta não é uma série que um filme ou um conjunto de filmes poderia fazer justiça. O tipo de coisa que você não pode fazer em 2 horas. Esta série é melhor na TV, onde há o tempo para explorar o mundo e realmente cavar os personagens. Se você não está familiarizado com os livros, há uma curva de aprendizagem definitiva. Os primeiros episódios se sentem um pouco apressados e recheados com vários personagens tentando trazer Clary, até a velocidade em um valor de vocabulário totalmente novo de coisas muito importantes que ela / você precisa saber (se você assistir e está desesperadamente perguntando a si mesmo, o que é The Clave, The Accords, Runas, The Silent Brothers, The Mortal Cup, e assim por diante, tudo bem. Você acabará por entender tudo).

Em minha opinião, a melhor coisa até agora é o elenco. No filme, o elenco não me agradou muito. O elenco de TV é muito, muito, muito bonito e eu sou honesto o suficiente para admitir que esteja apreciando cada minuto que assisto.

the-mortal-instruments-city-of-bones-poster-1448058119
Fime – Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos (2013)
zzzzzzzzzzzz
Série – Shadowhunters (2016)

Os personagens são envelhecidos. No primeiro livro, Clary tem 15 anos. No piloto, ela completa 18 anos. Fazê-la uma jovem adulta em vez de uma adolescente tem vantagens para onde eu acho que eles querem tomar. Principalmente, ele libera algumas restrições para os personagens dos livros em termos de serem menores (nos livros, apenas Alec é um adulto. Como tal, ele pode fazer coisas que os outros personagens não podem em relação à lei da Clave).

Uma coisa que eu estou preocupado é com a rapidez com que a série parece estar passando pela trama. Eu gostaria de vê-los abrandar e realmente explicar e mostrar o mundo rico que os personagens habitam. Há SEIS livros apenas (na série principal). Parece que eles estão indo para uma abordagem de despejo de informação para obter rapidamente os telespectadores pelo mundo, mas eu acho que eles devem abrandar, para que não percam as pessoas com muita informação, muito cedo.

Eu acho que esta é uma série que vale a pena experimentar, se você é novo para o mundo Shadowhunter ou se você já é fã, acho que vai gostar ainda mais. Acredito que a série só vai melhorar com o andamento das temporadas.

Curta! Comente! Compartilhe!
Resenhas, Sem categoria

Crítica – Filme: Mais Estranho Que a Ficção

image006-741616

Certo dia, um amigo e eu estávamos conversando e ele me indicou dois filmes para assistir, entre eles o filme, Mais Estranho Que a Ficção. E, deixou claro que todo leitor deveria assisti-lo. No momento em que me indicou eu não poderia assistir por que já era tarde e eu tinha que ir dormir. Mas, hoje me lembrei e resolvi procurar para ver e comprovar se realmente todos nós, leitores, devemos assistir.  

Leiam, assistam e me digam!! ❤

Mais Estranho Que a Ficção narra, literalmente, a vida do Harold Crick (Will Ferrell) que é um funcionário da Receita Federal que trabalha verificando contabilidades de pessoas que caem na malha fina. Ele (e seu relógio) tem uma rotina bem calculada e padronizada. É tudo bem comum na vida de Harold Crick até que um dia ele escuta uma voz que parece estar narrando sua vida e de repente comenta algo relacionado à sua morte que está se aproximando.

Essa voz é a de Karen Eiffel (Emma Thompson) que na verdade está escrevendo um livro sobre Harold Crick, sem saber que ele é uma pessoa de verdade. Karen é uma escritora muito bem sucedida e famosa, mas seu último livro foi lançado há mais de 10 anos. Ela está com bloqueio criativo e não sabe como matar Harold Crick, então sua editora contrata uma assistente (Queen Latifah) para ajudá-la.

Bom, até aqui tudo bem. Se você tiver problemas com S P O I L E R S, não siga…

stranger_than_fiction_opening_contact

Harold Crick está desesperado por causa da voz que disse que ele iria morrer. Ele procura uma psiquiatra que diz que ele está com sintomas de esquizofrenia. Mas Harold não concorda, porque a voz está narrando o que ele faz, e não mandando ele fazer alguma coisa. Ele então procura um doutor em Literatura (Dustin Hoffman) que decide ajudá-lo a descobrir quem é a voz em questão. Para poder ajudar, ele precisa de informações, então ele pede pro Harold fazer uma análise de sua vida e relacionamento com pessoas para descobrir se a história é uma tragédia ou uma comédia.

Harold analisa seu relacionamento com a mulher que está auditando no momento, Ana Pascal (Maggie Gyllenhaal). Ana é dona de uma confeitaria e meio que revolucionária, completamente contra a ideia de O Homem e a receita federal. Harold, naturalmente, é apaixonado nela.

É uma verdade universalmente conhecida que pessoas viciadas em livros (ou quadrinhos ou filmes ou seriados) estão fadadas a ouvir o famoso “é só uma história” ao menos uma vez na vida.

6a00e55090f458883300e55410628b8834-800wi

O filme já destrói com isso. A história de Harold Crick é real, ponto final. Temos até um símbolo muito legal do contraste de pessoas que veem ficção apenas como ficção e pessoas que veem ficção como algo que é vivo e orgânico e que respira. Quando Harold foi procurar especialistas sobre a voz que narrava sua vida, a primeira pessoa que ele procurou, a psiquiatra (uma pessoa da ciência) focou imediatamente no fator doença, como se fosse a única opção, porque é impossível que haja uma voz narrando sua vida. Agora quando ele procurou o professor de Literatura, o cara aceitou quase que imediatamente o que o Harold estava contando, porque ele tem uma mente mais aberta para esse tipo de coisa.

O que nos remete a pensar que, sem generalizar, as pessoas da ciência são “tapadas” e as pessoas da literatura são “iluminadas”. É mais uma colocação simbólica dos tipos de mentes que existem na sociedade.

stranger_than_fiction

No filme, há um momento em que Harold finalmente encontra Karen e eles se conhecem e a Karen já sabe como vai matar o Harold e fica aquela situação chata, então ela dá o manuscrito para ele ler. Enquanto isso, ela tem uma super crise de “quantas pessoas eu matei?”. A lição de moral nem é “devemos matar menos pessoas em livros”, porque morte acontece… é a vida. O ponto principal é que a morte dessas pessoas afeta uma realidade da mesma forma que uma morte nossa, aqui no “mundo real” afeta as pessoas a sua volta.

O filme aborda outros temas, além de como enfrentar a morte, como aproveitar a vida, não viver totalmente solitário, romance. Mas, para finalizar, eu vou deixar para vocês as últimas falas do filme, que aponta para a importância das pequenas coisas:

Sem categoria

Crítica: Formation – Beyoncé

BLOG BANNER

Olá meus Nerd’s, como estão?

Eu esperei a poeira abaixar para dar minha opinião sobre a música politizada da minha DIVA SUPREMA, Beyoncé.

E daí, você me pergunta. Por que, politizada? Bom, até onde eu entendo, essa palavra refere-se a algo que tem caráter político, uma pessoa consciente.

Formation, chamou atenção do público por se tratar de negros e da história que carregam, mas não foi só isso… Beyoncé, assim como qualquer outra “pessoa pública”  usou da cultura social para vender e fez bem feito,. muito bem feito.

É muito mais prático e eficiente, sim, eficiente, usar a nossa cultura  como “produto”, pois a manipulação é mascarada por nossos sentimentos e pela necessidade de cada um.

Não só Beyoncé usa esta tática, o mundo empresarial, visa o lucro, sendo assim, mais fácil usar algo que já existe na sociedade. É duro pensar assim, mas é a realidade!

Todo esse processo, chama-se, Industria Cultural, esse termo foi criado por dois filósofos e sociólogos, Adorno e Horkheimer

A mídia tem um poder enorme sobre nós! Mesmo quando achamos que não fazemos parte disso.

Mas enfim, a crítica é bem curta, algo que queria falar de boa, mesmo. Obrigado pela atenção todos. ❤

Filmes

Filme: X + Y – A Brilliant Young Mind

x-plus-y-poster01

EXISTE UMA FÓRMULA PARA O AMOR?

X + Y – A Brilliant Young Mind é uma produção britânica bastante interessante que fala sobre uma mãe que busca a melhor maneira de se comunicar com o filho, um menino especial que adora matemática e um professor desiludido que tentar conseguir respirar na sua visão confusa de tudo que o cerca.

Na trama, acompanhamos a saga do jovem Nathan Ellis (Asa Butterfield), um jovem prodígio da matemática que busca a ajuda de Martin Humphreys (Rafe Spall), um professor brilhante mas desmotivado com a vida, para conseguir buscar uma vaga na Olimpíada Internacional de Matemática. Ao mesmo tempo, precisa lidar com a dor da perda do pai (seu grande amigo) e tentar se comunicar melhor com sua mãe Julie Ellis (Sally Hawkins), por quem sempre teve uma certa distância.

O personagem principal da história, Nathan, um adolescente recluso que não consegue pensar nada diferente do que matemática aplicada. Possui muitas lacunas de sociabilidade deixadas em aberto que ao longo do filme vão começando a serem preenchidas, muito pela chegada da amizade, do amor, e de uma força constante de sentimentos bons vindos de sua mãe.

A figura maternal, interpretada pela Sally Hawkins, é o retrato da solidão de uma mãe que vive a infelicidade diária após a perda, de maneira trágica, do marido e também por não conseguir se comunicar direito com seu único filho. Somos testemunhas das inúmeras situações onde ambos não sabem como agir. Alguns impulsos de melhorias nessa relação vem muito pela mãe, até estudar matemática ela vai. A chegada do professor Humphreys na vida da família, ajuda demais na maturidade e relação dos personagens.

Quando estou perto dela o meu cérebro funciona de forma diferente

Em X + Y – A Brilliant Young Mind, que dificilmente chegará aos cinemas brasileiros, a matemática pura fica em segundo plano. O que vamos decifrando aos poucos são as complicadas equações do amor, da família, dos relacionamentos de amizade, das perdas e da esperança.

>> Assista online (Legendado) <<

» CURTIU? DEIXA SEU COMENTÁRIO E NÃO ESQUEÇA DE NOS SEGUIR PARA ACOMPANHAR AS NOVIDADES SOBRE LITERATURA, SÉRIES E FILMES! «

4 Estrelas, Editora Intrínseca, Resenhas

Resenha/Crítica: Cidades de Papel – John Green (#MLI2015)

paper-towns

Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Título: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Ano: 2008
Páginas
: 368

Editora: Intrínseca

Skoob | Goodreads

Resenha:

Eu já deveria ter feito a resenha desse livro, mas preferi esperar o filme ser lançado para fazer uma comparação. Hoje, fui ao cinema com alguns amigos e assisti Cidades de Papel…

Continue lendo “Resenha/Crítica: Cidades de Papel – John Green (#MLI2015)”

Filmes

Filme: Jamie Marks Está Morto (Jamie Marks Is Dead)

Quão longe você iria para ser lembrado?

A trama é diferente de tudo o que se pode esperar, desenvolvendo-se de uma forma bastante particular, onde o roteiro acaba se afastando dos clichês típicos de histórias de fantasmas. Não se enganem, este não é um filme de terror. Caso estejam esperando por sustos, sangue e mortes, este não é um filme recomendado para vocês. De fato, este é um drama sobrenatural com um ritmo bastante lento, que tem como objetivo desenvolver uma melancólica história de amizade.

Continue lendo “Filme: Jamie Marks Está Morto (Jamie Marks Is Dead)”