Qual livro você já leu e mais gostou?

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E aí, Nerdbookaholics! Como estão? 

Domingo (23/04/17) foi o Dia Mundial do Livro. Essa companhia de todas as horas, que nos enche de criatividade, conhecimento e sonhos. Cada livro tem seu lugar. Eles nos trazem as melhores histórias e lembranças, seja ele um bom e velho romance ou um conto de terror! E nós, aqui do Nerd Book’s queremos saber qual livro você leu e mais gostou! E aí, conta para gente?

CCXP Tour: Viva o Épico, no Nordeste!

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A CCXP Tour aconteceu entre os dias 13 a 16 de abril de 2017 no Centro de Convenções de Recife – PE. O evento foi e é organizado pela Omelete Group, Pizii Toys, Chiaroscuro e produzido pelo Spoladore Eventos. Estima-se que mais de 80 mil fãs da cultura nerd/geek participaram do evento.

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Fonte: Instagram

Durante esses 4 dias a programação foi bastante diversificada, no qual pudemos nos aproximar ou pelo menos ver mais de perto os nossos ídolos internacionais e nacionais, das séries, filmes e HQ’s. A CCXP Tour reuniu convidados de peso para incrementarem e abrilhantarem o evento mais épico de 2017:

No primeiro dia, tivemos uma apresentação sobre o evento no auditório Twitch. Ainda no auditório Twitch, aconteceu um tributo ao Maurício de Souza (um dos convidados ilustres). Autógrafos e fotos com o Carlos Villagrán (Quico), Castro Brothers, MRG, Claudia Wells, entre outros grandes artistas.

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Fonte: Instagram

No segundo dia, fomos contemplados com a presença do Richard Speight Jr. que interpretou o arcanjo Gabriel na série americana, Supernatural. Podemos acompanhar no auditório Ultra, entrevista com Grandes Astros Brasil – Quadrinistas, no auditório Twitch, assistir ao trailer oficial e exclusivo do filme Star Wars – Os Últimos Jedi, que, aliás, tivemos que bloquear nossos celulares e colocar numa bolsinha (cedida pela Warner), ao final nos deu um pôster oficial e exclusivo do filme.

No terceiro dia, foi a vez da Netflix nos encher de amor com o seu painel que contou com o elenco de Iron Fist (Punho de Ferro), 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), Sense8 e 3%. Todos puderam tirar fotos e pegar autógrafos. No auditório Ultra, houve apresentação das novidades dos filmes da Marvel e pôster oficial autografado da CCXP. Houve também painel da Cartoon Network, Warner Bros e fotos e autógrafos com Youtubers e artistas convidados.

No quarto e último dia de evento, não foi diferente, no auditório Twitch houve entrevista com o Kevin Sussman, o Stuart da série americana, The Big Bang Theory (super simpático, inclusive). A Warner Bros nos apresentou algumas estreias de séries, entre elas Bingo – O Rei das Manhãs, apresentado pelo Vladimir Brichta. Painel no auditório Ultra do filme Amor.com, além de fotos e autógrafos com artistas convidados. No auditório Twitch mais novidades da Marvel Studios, com pôster exclusivo autografado. E para finalizar um concurso de Cosplay, que nos rendeu muitos aplausos e sorrisos.

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Fonte: Instagram

Além dessa programação, havia stands espalhados pelo Centro de Convenções para tirarmos fotos, brincar em jogos e ainda fazer aquelas comprinhas… (por que, ninguém é de ferro).

No stand da Netflix, você poderia brincar no jogo da memória de Stranger Things, brincar no jogo de lógica de 3%, cantar no karaokê de Orange is the New Black e dar aquele “soco fantástico” no jogo do Iron Fist (Punho de Ferro). Todos que participavam ganhavam brindes exclusivos como pôsters, bottons, adesivos e até camisetas.

No stand da Warner Bros, você poderia tirar uma foto como a Mulher Maravilha e ganhar uma bolsa ou um pôster exclusivo.

No stand da editora Leya, tirar foto no Trono de Ferro (GOT). Havia também o Trono de Coelhos da Turma da Mônica, que fez o maior sucesso entre todos que participaram da CCXP Tour.

Havia outros stands que garantiram o sucesso total do evento, e já foi confirmada a segunda edição para agosto de 2018. Enquanto isso, a CCXP terá mais uma edição em São Paulo, entre os dias 7 a 10 de dezembro, ingressos à venda a partir do dia 9 de maio de 2017. Viva o épico!

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Fonte: Instagram

Livro, meu bem.

O que compreendemos por livro? Um conjunto de páginas escritas em formato retangular e de proporções únicas? Um espaço comunicativo de dados e relatos? Um exemplar de contos, estórias, fábulas confusas? Espaço escrito para se registrar estudos, biografias? É produto formulado para implementação da educação por meio de linguagens, escritas afins? Para a Unesco, em 1960, o livro foi considerado: uma publicação impressa, sem periodicidade, que constasse no mínimo 56 páginas, claro sem ser contabilizada suas capas. – Uau, então eu já criei muitos livros (risos). – Sendo considerado uma das maiores ferramentas revolucionárias já criadas pelo homem. É assim um conceito de que o livro é por si só um veículo, o que seria um suporte de uma informação. Tornando-o assim um produto industrial. Só que não creio que foi um simples produto por assim dizer. Vamos entender. Com o tempo, a palavra escrita conquistou o tempo, o livro consequentemente ganhou espaço. De modo geral, toda a humanidade se adaptou à escrita e ao hábito de ler, e toda as pessoas no mundo poderão ser atingidas por escritos, textos com ideias, conceitos, estudos que vão de Sócrates e Horácio a Sartre e McLuhan, Gandhi a Karl Marx, de diários pessoais a Álvares de Azevedo. Eu sou Rodolfo Rodrigo e te convido a conhecer um pouco da história do livro, vamos lá pessoal?!

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                A partir do momento em que pessoas criam frases e temas, elas transmitem ideias e conceitos. Nos livros os escritores decidem assim o que consideram significativo no momento histórico e atual em que vivem, sendo um transmissor de informações, dados que ajudam a formar análises sobre a sociedade em que vivemos ou de outras sociedades que não estão mais presentes nos dias atuais, sendo um meio conceitual de se transpor conhecimento iconográfico, fotográfico, textual, documental. O livro até o século XV, servia a uma pequena minoria de letrados, sábios e estudiosos que constituíam um círculo de intelectuais, geralmente confinados aos mosteiros no início da idade Média, onde apenas eles tinham acesso às bibliotecas, com manuscritos repletos de ilustrações. O que nos lembra bastante aqueles livros de bruxos com símbolos e códigos, muitos até hoje não decifrados. Logo após o reflorescimento europeu, por volta do fim do século XVI, burgueses e comerciantes passaram a integrar o mercado livreiro dessa época. A erudição laicizou-se e o número de escritores passou a crescer, com muitas novas línguas que não eram mais o latim ou a grega, que eram direcionadas as obras que haviam de ser relevantes, clássicas, dignas da atenção de alguém. Hoje o livro é admirado em todos os tipos linguísticos. Mas foi por volta dos séculos XVI e XVII, que surgiram inúmeras obras literárias nacionais.

                Pois bem pessoal, mas o que nos possibilitou termos nossos lindos adoráveis livros coloridos em nossas estantes ou ao lado de nossos travesseiros, veio logo a seguir. Seguimos então meus nerdbookaholics para grande revolução das impressões em papel, em cadernos costurados e depois encapados, um novo empreendimento comercial e cultural, graças ao desenvolvimento do sistema de impressão de Gutenberg, logo em 50 anos cerca de 20 milhões de exemplares foram disponibilizados para uma população de 100 milhões de habitantes, a maioria analfabeta, deixando claro que a humanidade necessitava ler mais e mais. Tornando-se uma sede intelectual. Mas a porcentagem de leitores não cresceu na mesma proporção que a expansão demográfica mundial. Mas para a alegria do NerdBook’s e de nossos seguidores, houve um grande impulso com as modificações sociocultural e econômicas no século XIX, quando o livro passou a ser também um meio de relato e divulgação das fases e mudanças sociais em nossa história. Sob a ideia de que para se ascender na vida era necessário que se lesse. Isso expandiu a produção de obras e formou todo esse acervo literário que consumimos até os dias atuais. E suas produções artísticas estão cada vez mais belas. Cada livro encantador. Mas aí veio as novas mídias para distrair a atenção dos leitores através de entretenimentos no campo visual, gráfico, cinematográfico, digital e tantos outros. Isso tem feito os jovens cada vez mais se desinteressarem pelo hábito de ler. O que considero uma grande tristeza contemporânea. Pois temo que as pessoas fiquem cada vez mais voláteis, sem base fundamentada de conceito ou princípio. Quem lê uma história, fortalece seu intelecto, vive situações sem ter que presenciá-las, cria maneiras de ser criativo, a imaginação de um leitor é sempre muito agradável, compreensiva. Quem lê livros tende a ser mais educável e tolerável. Pelo menos essa é minha percepção e opinião própria. Pois eu penso assim, pessoal: Intelecto vem do amadurecimento e o amadurecimento vem com o conhecimento, e não com a idade. A fonte de conhecimento mais significativa que o ser humano criou está nos livros. Tudo é descrito em rascunhos, cadernos, artigos, resenhas, roteiros, scripts, livros, papéis diversos e de incontáveis texturas, em interfaces, manuais, o hábito de escrever está associado a um livro, que nada mais é do que a organização de suas escritas e ideias culturais ou conceituais, em folhas condicionadas e alinhadas ao propósito de cada obra. Nos livros encontramos romances, emoções, fantasias e sonhos, nos identificamos, vemos o mundo com mais clareza, aprendemos a lidar com nossos sentimentos, desfrutamos da imaginação de um autor na perspectiva de nossa própria imaginação. Ler é sempre interessante se você escolher o tipo de leitura que lhe agrade. Eu sou aberto a todas, não sou obrigado a gostar de todas, muitas nem consigo concluir mesmo, não nego, seja por desânimo, falta de paciência com determinado assunto, mas sempre estou me encontrando, admirando, obras aqui e ali, sempre um pouco de cada gênero. Sempre tem aqueles autores em que você joga o livro longe e diz: Porque você faz isso? Isso é um louco, me confundindo assim. Lembro de muitas situações. Vou citar uma delas, me acompanhem meus caros nerdbookaholics:

                “Vivos ali só Nando com a lamparina de querosene e Cristo na luz da sua glória. Diante do Cristo a temível balança onde os menores pecados de omissão e de intenção rompiam a linha de fé, deslocando com extravagância o fiel. Murmúrios de maledicência retiniam feito moedas no metal e velhos gestos de descaso e orgulhos eram refeitos e imobilizados no ar para que deles se extraísse o peso exato, que afundava o prato. Momentos de amor-próprio e de respeito humano congelavam em bolas de chumbo, uma em cada prato, retratando vida que haviam passado por virtuosas quando eram apenas um hirto equilíbrio de abominações. ”

                Logo quando iniciei, vi logo a confusão que Antonio Callado causaria em mim neste seu romance.  É uma grande literatura, de valor muito considerável. Eu sabia o quanto eu teria que estudar para poder me identificar. O dicionário precisava estar ali ao meu lado para me socorrer nos momentos necessários. E tem escritores que parecem loucos vindo e bagunçando nossas mentes. Quando li O Iluminado, nossa, quase enlouqueci de tanta angustia com o pobre do  garotinho de cinco anos, Stephen King é muito intenso.

                Mas é mais ou menos por aí, pessoal. A história do livro traz muitas descobertas. Espero que tenham gostado de entender um pouco o que conhecemos por livro, seu início, suas jornadas e mudanças, de maneira direta, seu espaço no mundo. Vocês poderão se aprofundar mais sobre o assunto no estudo Enciclopédia Abril de 1972, lançado pelo editor e empresário Victor Civita, no verbete “livro”, que traz grandes e importantes informações sobre a história do livro. Boa parte desse breve estudo eu encontrei através de um recente livro que estou lendo para nossa próxima resenha que já está sendo elaborada com todo carinho para vocês. A imagem da postagens foi encontrada na web. Reiterando: Dica essa que adquiri através das Palavras do Editor em uma das coleções da Martin Claret. Não poderei falar mais para não deixar vocês descobrirem a obra da próxima resenha.

Um forte abraço e até a próxima!

Resenha: Devoradores de Mortos, Michael Crichton

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Olá, pessoal. Voltamos com mais uma dica da semana. E essa vai para aqueles que curtem histórias baseadas em relatos reais de povos antigos. O Nerd Book’s de hoje traz para você uma viagem ao mundo congelante, rodeado por fronteiras místicas, de homens desbravadores e suas crenças mitológicas, festejadas a ferro e fogo, em barris de cervejas nas mais intrigantes das orgias peculiares e culturais desse povo, que, aqui, hoje serão lembrados. Para vocês, diretamente do mundo fantástico do Nerd Book’s e pelas mãos do autor Michael Crichton, em uma narrativa nada menos que eletrizante sobre a civilização que vocês já devem ter adivinhado qual seja… Eu lhes apresento:Os Vinkings.

Na resenha de hoje, conduziremos você a uma viagem às lendas desse povo bárbaro através do manuscrito de Ibn Fadlan, que relata suas experiências com os nórdicos em 922 DC. Pelas mãos do autor contemporâneo Michael Crichton, o mesmo autor de Assédio Sexual, surge esta aventurosa obra, chamada “Devoradores de Mortos”, lançada pela editora Rocco em 1998 com o título original: Eaters of the Dead. Alguns anos depois (especificamente 10 anos), em parceria com a editora L&PM Pocket em 2008, o livro foi relançado, sendo o septuagésimo décimo quinto livro da coleção.  Eu sou Rodolfo Rodrigo, resenhista no Nerd Book’s e apresento para vocês esta bela e contagiante leitura. Vamos nessa?!

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Sobre o autor

O escritor Michael Crichton, é hoje um dos mais conhecidos e famosos escritores da atualidade, muito reconhecido também por seus roteiros (não podemos esquecer). Foi autor de vários livros de ficção científica e inúmeros thrillers já rodados pelas salas de cinema de todo o mundo, entre eles e o que mais nos recordamos com todas graças ovacionadas, Jurassic Park ou Parque dos Dinossauros, levado às telas do cinema por nada menos que Steven Spielberg, mas inúmeras outros roteiros também são bem conhecidos, entre os quais podemos destacar o Sol Nascente e também, o Mundo Perdido. Neste seu livro, que aqui apresentamos aos nossos #nerdbooksaholics como a dica da semana, Crichton demonstra seu estudo sobre o povo nórdico através das escritas e impressões de Ibn Fadlan, que tende a ser o primeiro homem a criar um contato e registrá-lo da vida, cultura, costumes e crenças dos vikings em meados do século X. O autor que é um norte americano nascido em Chicago, investiga, questiona todas as escritas do relato já existente sobre os vinkings e juntando todas as pesquisas ele reescreveu de maneira eletrizante uma das maiores experiências de Fadlan com esse povo nórdico.

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Devoradores de Mortos

Bem, pessoal, muitos já devem ter assistido à série Vikings que tem levado muitos telespectadores à frente da telinha, tal como ter ouvido histórias e lendas sobre esse antigo povo europeu. Relembrados em quadrinhos, desenhos animados como Asterix e Obelix, filmes como Thor da franquia da Marvel, entre todos os meios de comunicação, os vikings sempre foram e são admirados até hoje. O livro Devoradores de Mortos, muito conhecido por sinal, conta de maneira detalhada as conhecidas aventuras da sociedade viking através dos relatos de Ahmad Ibn Fadlan, emissário de um certo califa de Bagdá, teve o primeiro contato registrado com o povo nórdico. Sua narração é inédita e até então desconhecida pelo povo do ocidente. Coisas que vocês, meus nerdbooksaholics, perceberão nesse livro são as incríveis e perigosas viagens marítimas desse povo, adoradores dos mares e desbravadores dos oceanos, o que trouxe para os leitores a vaga impressão que eles não eram bárbaros por assim dizer, mas sim, destemidos exploradores dos mares e conquistadores de terras. Várias de suas conquistas são lembradas pelo nome de suas tribos como herança, tal como a Rússia, que vem na verdade da antiga tribo Rus, isso ocorreu em vários lugares do mundo.

No livro, há muitas menções a crenças desse povo, a adoração a deuses e crenças místicas como a de Wendol, nome antigo que quer dizer: névoa negra, para eles significava noites em que demônios cruéis surgiam. Na narrativa, há lutas desse povo com seus demônios, as quais Fadlan, medrosamente, foi obrigado a presenciar e registrar. O emissário, após encontrar-se com os vikings, teve a sorte de não ter sido morto como seria de costume, em troca de sua vida, ele foi levado junto com vários outros guerreiros vikings a uma de suas aventuras desbravadoras em terras frias e inóspitas, que apenas os vikings ousavam atravessar.

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Um dado interessante é que a forma como Ibn Fadlan descreve os vikings se difere bastante da forma como os europeus os descreveram. Quem assiste a série televisiva deve lembrar bem como o clero via os nórdicos escandinavos, como bárbaros, cruéis e pervertidos sexualmente, na época, os sacerdotes europeus eram os únicos a saberem escrever e eles descreveram os vikings como a maior aberração entre os povos já vistos.

Vamos lá, pessoal, vamos entender um pouco mais: Ibn Fadlan vagou como emissário da corte do califa de Bagdá, em junho de 921 (no século X, Bagdá, a Cidade da Paz, era a cidade mais civilizada da terra, com mais de um milhão de habitantes atrás de suas muralhas), ele foi ao encontro do rei dos búlgaros e essa sua jornada lhe custou três longos anos, mas ele não levou a sério sua missão justamente por, no meio do caminho, encontrar o povo nórdico e, com eles, seguir em várias aventuras. No mais, o livro irá trazer inúmeros relatos históricos da época para embasar os manuscritos de Fadlan (o que é bom para o nosso conhecimento histórico), mas não se iludam, na obra, o histórico entra como elemento enriquecedor de uma bela aventura de ficção que, inclusive, é uma das minhas preferidas (*u*). Quando Ibn foi parar no meio da tribo dos turcos, ele já se chocava com tudo o que via, notou que nem as mulheres, nem os homens se limpavam após defecarem ou após relações sexuais, o que poderia ser visto como inaceitável em sua cultura, no entanto, para os vikings, é o que podemos chamar de tabus não existentes. Lembro de vários momentos em que eu me diverti bastante com o livro, pois eu não aguentava a forma como o pobre Ibn Fadlan se chocava com os costumes deles. Principalmente quando as mulheres se mostravam peladas em total naturalidade e ele relutava em não ver ou quando atos como o do mercador que foi seduzido por um jovem rapaz e, após não resistir à tentação, deitou-se com o mesmo, recebendo como pena a morte cruel que consistia em ser preso a dois galhos opostos, que esticados, dilaceravam um corpo ao meio. Mas por sorte o mercador conseguiu pagar com 400 carneiros e se livrou da pena por sua pederastia. Em muitos outros momentos, o mais divertido é, sombra sem sombra de dúvidas, toda a agonia, sofrimento e dilemas pelos quais nosso medroso emissário passa. Apesar de ter curtido bastante os vários momentos de conflitos, não dá para fugir de uma certa melancolia, bem pungente mesmo, quando a morte ou sacrifício dos guerreiros bárbaros são retratados. Eu super recomendo essa leitura para vocês, pessoal. Não poderei mais continuar ou não resistirei e acabarei contando as aventuras que vocês devem ter o prazer de conhecer por si sós. Vocês já devem ter sentido o que vem pela frente. Eu fico por aqui e aguardo seus comentários sobre o livro.

Uma noite calma, um bom café expresso e uma ótima leitura, pessoal.

Por:

Rodolfo R. A. Meneses

E o Oscar vai para… Você sabe o significado das categorias do Oscar?

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No próximo domingo, dia 26, acontece a premiação mais famosa do mundo do cinema – o Oscar. E enquanto todos correm para assistir a todos indicados para fazer apostas mais precisas, que tal conferir o que cada uma das categorias mais importantes significa?

Roteiro original e adaptado

É no roteiro que todo filme começa. É lá que se encontram as descrições das cenas, as falas dos atores e outros detalhes que, colocados em prática na produção, darão vida ao filme. Por roteiro original, a Academia considera os filmes que não são baseados em outras obras, como livros, peças de teatro ou histórias em quadrinhos. E por roteiro adaptado, aqueles cuja ideia já existia previamente em uma obra literária.

Diretor

Coordenar os mais variados aspectos de um filme com o objetivo de produzir uma obra coesa é a função principal de um diretor. E vamos combinar que isso não é nada fácil. Por isso, trata-se de uma das estatuetas mais disputadas, com uma lista grande de injustiças em sua história – Quentin Tarantino, Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock, por exemplo, nunca levaram para casa o troféu.

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Melhores efeitos visuais

Às vezes, uma cena não se resolve apenas na filmagem. É preciso, na fase conhecida como pós-produção, inserir efeitos especiais para realizar a ideia de quem o idealizou – o roteirista. E é claro que na maior premiação do cinema norte-americano, especialista nisso, não ia faltar uma categoria específica para esses profissionais.

Melhor edição

Depois de filmadas todas as cenas, é chegada a hora de ir para a ilha de edição onde as mesmas serão reunidas e organizadas em uma ordem que garanta ritmo, coerência e unidade à obra. Um trabalho que, mesmo feito com softwares avançados, é feito manualmente e deve ser conduzido com bastante sensibilidade.

Ator/atriz e ator/atriz coadjuvante

O critério que define quem será indicado como ator/atriz principal ou coadjuvante é o número de votos que cada nome recebe dos membros da Academia. E geralmente não tem mistério. Melhor ator/atriz vai para aqueles que desempenharam papéis de protagonistas em suas histórias. Coadjuvantes são os papéis secundários que, vamos combinar, costumam roubar a cena muitas das vezes.

Fotografia

Como uma cena será filmada para potencializar aquilo descrito no roteiro da melhor maneira? Esta é a pergunta que o Diretor de Fotografia responde a todo momento num set de filmagem. É ele quem ajuda na decisão das melhores opções para locação, iluminação, enquadramento, lentes e movimentos de câmera.

Trilha sonora & Canção original

Por trilha sonora entende-se o conjunto de músicas instrumentais criadas exclusivamente para o filme. São aquelas músicas que dão o tom das cenas, realçando as emoções do que está sendo mostrado na tela. Por outro lado, canção original é aquela música composta especificamente para o filme e que, às vezes, se torna tão famosa quanto o mesmo, como é o caso de My Heart Will Go On, de Céline Dion, no filme Titanic.

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Aqui não tem muito mistério. Vence a produção que os membros da Academia elegerem como a melhor do ano anterior, concorde o resto do mundo ou não. Afinal, de que vale um grande prêmio sem uma grande polêmica, não é verdade? Para um filme ser candidato, ele deve ter estreado em um cinema comercial em Los Angeles até a meia noite do dia 31 de dezembro, ficar em cartaz por sete dias consecutivos pelo menos, possuir mais de 40 minutos e ter sido exibido em 35 mm, 70 mm ou em formato digital.

Melhor filme estrangeiro

A lógica aqui é similar à da categoria Melhor Filme, porém a produção em questão precisa ser não falada em inglês e também não precisa ter estreado em um cinema comercial nos Estados Unidos. Cada país pode indicar um filme.

Parceria 2017: Editora Alicanto

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É com enorme satisfação que vos apresento a mais nova parceira do Nerd Book’s, a Editora Alicanto!

O Alicanto é uma ave mítica do deserto do Atacama que se alimenta de ouro. Com esse conceito, a Editora não poderia ser outro nome, já que o alimento da Editora Alicanto também é um tesouro precioso: a boa literatura.  E assim são seus livros, tesouros literários que enriquecem a mente e alimentam a alma.

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Apesar de novos, chegaram ao mercado com fome dos maiores tesouros que puderam encontrar, intrínseco a um antigo ideal: publicar bons livros. Não vêem o livro meramente como um produto, mas como uma peça de arte, uma pequena revolução que pode encantar, transformar mentes e corações. Sob um modelo de publicação tradicional, investem em obras que merecem e que valem a pena ser levadas ao público leitor, recebendo  de mente aberta  toda e qualquer forma de originalidade editorial, tesouros literários que enriquecem a mente e alimentam a alma.

Portanto, sejam bem vindos! Espero que sejam bem acolhidos pelos meus #Nerd’s ou #Nerdbookaholics! Aguardaremos as novidades, resenhas, sorteios e surpresas para este ano que já chegou com tudo!!!

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Resenha: O Diário De Um Mago, Paulo Coelho

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Olá, pessoal! Voltamos com mais uma resenha para os nossos #nerdbookaholics. Desta vez resolvi trazer uma obra nacional, vale a pena conferir, vamos lá?!

Obs.: Eu resolvi escolher essa obra por perceber que muitos de nossos leitores curtem enredos que se perpassam por narrações mágicas, onde podemos sair um pouco da realidade crua e vagar por caminhos imaginários, acreditando que há sempre um lado espiritual, energético, de encantos entre razão, sentimentos e sentidos. A obra conta com um pouco disso, mas que se conduz em nosso plano natural, buscando atrair a essência do rompimento de certas fronteiras de nossas mentes, bastando apenas crer e executá-las.

Eu tenho algo bem legal para dizer sobre como descobri esse livro antes de começar a resenha-lo, quando eu resolvi ler esse trabalho do Paulo Coelho, já havia lido outras obras como O Alquimista e não nego que não tinha interesse em conhecer essa. Mas certo dia ao sair de casa pela manhã indo para a universidade. Ao chegar em minha calçada lá estava. Um livro aberto jogado ao chão com uma página da contracapa rasgada. O livro era antigo, mas ainda perfeito para seu intuito e finalidade. Suas manchas e pequenas orelhas nas extremidades das folhas levemente amareladas não me fizeram rejeitar sua atração. Afinal era um livro! Ao pegá-lo no chão, olhei em volta, não havia ninguém na rua eu o fechei e lá estava “O Diário De Um Mago”. Eu o coloquei na mochila e o levei comigo. Cuidei dele ao retornar aos meus aposentos. Retirei as orelhas das páginas, limpei, o sequei ainda estava úmido devido a madrugada fria que paira no Planalto da Borborema, guardando-o assim por sete dias embaixo de uma ruma de livros maiores e pesados, para que ele pudesse voltar ao estado adequado para sua possível conservação. Depois eu o li atenciosamente. E foi desta forma que tal obra chegou até mim. Num acaso em que o destino nos cruzou após algum desordenado ser humano o jogá-lo fora, especificamente em minha calçada. Eu o tenho até hoje. A 74ª edição da editora Rocco, fez então parte de minha coleção de livros em minha estante desde então. Isso ocorreu em 2014.

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Sinopse:

“Cheguei à cidade depois de tomar um ônibus da linha entre Pedrafita e Compostela. Em 4 horas fizemos os 150 km que separavam essas duas cidades e me lembrei da minha peregrinação: às vezes precisava de duas semanas para percorrer essa mesma distância a pé. Dentro de pouco tempo pegarei um avião de volta para o Brasil… Tenho muito o que fazer. Passa pela minha cabeça a ideia de escrever um livro sobre o que vivi. Mas esta é ainda uma ideia remota…” – Paulo Coelho

Título: O Diário de um Mago  
Título original: –
Autor: Paulo Coelho
Ano: 1993
Páginas:
246

Editora: Rocco

3 SABRES

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Sobre o autor

Nasceu em 1947, na cidade do Rio de Janeiro. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como diretor e ator de teatro, compositor e jornalista.

Paulo Coelho escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da música brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Seu trabalho mais conhecido, porém, foram as parcerias musicais com Raul Seixas, que resultou em sucessos como Eu nasci há dez mil anos atrás, Gita, Al Capone, entre outras 60 composições com o grande mito do rock no Brasil.

Em 1986, PAULO COELHO fez a peregrinação pelo Caminho de Santiago, cuja experiência seria descrita em O Diário de um Mago. No ano seguinte (1988), publicou O Alquimista, que – apesar de sua lenta vendagem inicial, o que provocou a desistência do seu primeiro editor – se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos. Outros títulos incluem Brida (1990), As Valkírias (1992), Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei (1994), a coletânea das melhores colunas publicadas na Folha de São Paulo, Maktub (1994), uma compilação de textos seus em Frases (1995), O Monte Cinco (1996), O Manual do Guerreiro da Luz (1997), Veronika decide morrer (1998), O demônio e a Srta. Prym (2000), a coletânea de contos tradicionais em Histórias para pais, filhos e netos (2001), Onze Minutos (2003), O Zahir (2005), A Bruxa de Portobello (2006), O Vencedor está só (2008) e a compilação de textos Ser como o rio que flui (2006).

Fez também a adaptação de O dom supremo (Henry Drummond) e Cartas de Amor de um Profeta (Khalil Gibran).

Sobre a obra

O livro conta a história, ou melhor dizendo, a vivência tida pelo autor em uma jornada em 1986, por um caminho que é percorrido por milhares de turistas de vários cantos do mundo todos os anos. Por três meses, o autor do mesmo, o compositor e jornalista, Paulo Coelho, caminhou a pé os quase setecentos quilômetros entre o sul da França, e que a separam da cidade de Galícia. Isso, feito por muitos na cidade de Santiago de Compostela, ele percorreu tal percurso em busca de mistérios e conhecimentos sagrados sobre magias. Havendo em sua trajetória um grande ser italiano que passou a ser seu guia e nessa peregrinação, eles experimentaram vários momentos místicos e ensinamentos que Paulo Coelho passou a conhecer, como por exemplo As Práticas de RAM, na peregrinação por um dos três caminhos sagrados de uma crença antiga. Esse estranho Caminho de Santiago, diz o autor, mudou sua vida e ele, com todo o seu jeito intenso de expor suas vivências nos repassa nesse livro. É sempre muito complicado tentar manter os intensos e dedicados leitores do Nerd Book’s, preparados para a leitura em uma resenha sem dar pequenos spoilers. Mas sempre tentamos nos esforçar. Vamos sempre tentando construir um caminho que não ultrapassem os limites do interesse pela obra. Muitos já devem conhecer a obra, outros, no entanto ainda pretendem ou acabarão o lendo, de alguma forma ou de outra, como aconteceu comigo em que ele surgiu em meu caminho.

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O livro, que Paulo Coelho dedica com todo entusiasmo à Petrus por toda sua compreensão em não ceder aos abusos dele em querer transformá-lo (típicos de pessoas autoconfiantes), resultou em vários ensinamentos que o autor vai descrevendo no decorrer da história. Ele irá mostrar alguns exercícios que aprendeu, tais como alguns rituais, que são praticados a milênios nesse caminho de Santiago de Compostela e que até os dias de hoje, é realizado por inúmeros turistas e pessoas em busca de espiritualidade, e novos conceitos, que peregrinam por essas trilhas. Paulo Coelho traz para nós esses ensinamentos. Como sei que comecei e seria injusto não falar de algum deles, antecipo meus caros amigos e amigas, quais são eles: O Exercício da Semente, o Exercício da Velocidade, o exercício da Água, o Exercício da Crueldade, o Exercício do Enterrado Vivo, o Exercício das Sombras, o exercício da Audição e o Exercício da Dança. Esses são os exercícios que ele aprendeu e se submeteu a fazê-los em sua peregrinação, tendo ainda alguns outros rituais, mas que deixarei vocês descobrirem por si sós. Logo ele os descreve para que nós possamos alcança-los também. Mas meus amores, preciso ser sincero, eu tentei praticá-los, contudo não tive muito êxito, mentalmente eu não estava preparado para eles, apesar de eu ter tentado realizar todos para melhor compreender o livro, havia um que causava uma grande dor, eu não o executei perfeitamente, pois só aceito bem a dor que seja motivada pelo amor, sou romântico, fazer o quê? Outros tipos de dores para mim são incômodos. Vou citar apenas um dos Exercícios para que possam compreender melhor:

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E desta forma segue as escrituras de Paulo Coelho, contando como foi sua peregrinação e suas descobertas, ele descreve sua luta pelo segredo contido em sua espada (ele adora espadas), mas é preciso ler para saber o que ele descobriu, pois não irei dizer (risos). O Nerd Book’s tem a finalidade de prepará-los para a leitura, deixando assim a opinião sobre o livro ser analisada de acordo com o momento, percepção e estado emocional de cada um de vocês. E aqui me disperso e deixo vocês com mais uma boa leitura. Aguardamos ansiosos pelos seus comentários sobre o livro. Lembrando sempre que quem faz o Nerd Book’s são vocês.

Um bom café, um forte abraço e uma ótima leitura!