5 Estrelas, Editora Galera Record, Resenhas

Resenha: Senhor das Sombras (Os Artifícios das Trevas #2) por Cassandra Clare

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Sinopse:

O segundo volume da nova série da Cassandra Clare, autora de Os Instrumentos Mortais.

A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde.

Título: Senhor das Sombras (Os Artifícios das Trevas #2)
Título original: Lord of  Shadows (The Dark Artifices #2)
Autores: Cassandra Clare
Ano: 2017
Páginas: 602
Editora: Galera Record

5 SABRES

Resenha:

Eu disse isso antes e vou dizer de novo, Os Artifícios das Trevas é o trabalho mais sofisticado de Cassandra Clare até agora.

Senhor das Sombras é a sequência que todos esperávamos. Ele tem a mesma quantidade de conteúdo de alta intensidade, belamente construído e profundo, mas cômico, que adoramos ver em as Crônicas dos Caçadores de Sombras. Senhor das Sombras mergulha mais fundo no Mundo dos Caçadores de Sombras do que nós já vimos antes. As crescentes tensões entre Downworlders e Shadowhunters, as bombas nucleares esperando para detonar entre as relações de caráter, tudo sobre esta série se expande em um conto maior e melhor do que eu poderia ter previsto. Eu tinha tantas teorias que entravam neste livro e, embora algumas fossem confirmadas, algumas estavam basicamente corretas, outras estavam completamente erradas, mas a execução era muito maior do que qualquer coisa que eu pudesse imaginar. Qualquer coisa que eu pudesse pedir era entregue como eu queria, ou algo que eu nem sabia que queria até que me fosse dado.

Eu adorava que pudéssemos ter mais perspectivas de uma variedade de outros personagens (Kit, Ty, Livvy, Dru e Diana). Embora eu sinta que cada personagem desta série cresceu do livro um para o outro, foi realmente um prazer aprender mais sobre esse conjunto específico de personagens e conhecê-los melhor. Eu sinto especificamente que Emma, Julian, Mark e Cristina amadureceram mais do que a maioria. Eu sinto que com todos os fardos que cada um deles carrega, eles começam a encará-los de frente, o que me deixou muito orgulhoso. Eu acho que qualquer leitor que ama os personagens de Artifícios das Trevas ficará impressionado com o desenvolvimento do personagem na continuação!

Eu amo como sem esforço as histórias de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais são implementadas na presente série. Eu amei todas as diferentes jornadas que nossos protagonistas seguiram; De Londres, a Cornwall, a Faerieland, a Idris, há muita aventura e entusiasmo para amar. Claro, dentro disso vem toda a devastação para a qual ninguém está preparado, mas ainda assim perfeitamente escrito.

Como sempre, tenho que aplaudir a Cassandra por continuar a crescer e melhorar seu ofício. Eu realmente acredito que cada livro em Crônicas dos Caçadores de Sombras fica melhor e melhor à medida que a história se aprofunda. Estou particularmente impressionado porque eu vi riscos com o Senhor das Sombras que nem sempre foram levados em livros passados e eu estou de acordo com todas as decisões tomadas (sim, até mesmo cada uma das mortes!) Estou satisfeito, exultante, de coração partido e explodiu tudo em um.

Claro, eu recomendo a leitura do Senhor das Sombras. E mal posso esperar para que todos vocês possam experimentar esta história!

 

Até a próxima! Deixem seus comentários logo abaixo.

 

+ Resenha: Dama da Meia-Noite (Os Artifícios das Trevas #1)

4 Estrelas, Adaptações, Resenhas

Resenha: Good Omens – Belas Maldições por Neil Gaiman e Terry Pratchett

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Sinopse:

O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, para falar a verdade. Pouco antes da hora do jantar. Não há nada que possa ser feito para frustrar o Grande Plano divino. Mas quando uma freira satanista um tanto distraída estraga um esquema de troca de bebês e o pequeno Anticristo acaba sendo entregue ao casal errado, tem início uma série de erros cômicos que podem ameaçar o próprio Armagedom. Aziraphale é um anjo que atua na Inglaterra e dono de um sebo nas horas vagas. Crowley é um demônio e ex-serpente responsável pela mesma região. Ambos veem nessa confusão uma grande oportunidade, porque os dois, que vivem entre os humanos desde o Princípio, apegaram-se demais ao mundo para desejar a grande batalha entre o Céu e o Inferno. Em sua jornada para evitar o Armagedom e encontrar o Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa, eles acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê com precisão os acontecimentos do fim do mundo, com caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até com os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles terão de ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando… Esta edição contém a tradução revisada a partir do original revisto, aprovado por Neil Gaiman e pelo Pratchett Estate, que corrige vários erros de digitação e imprecisões presentes em edições anteriores.

Título: Good Omens: Belas Maldições
Título original: Good Omens
Autores: Neil Gaiman e Pratchett Estate
Ano: 2019
Páginas: 364
Editora: Bertrand Brasil

4 SABRES

Resenha:

Este é um bom momento. Ler o romance agora nos preparará muito bem para a adaptação da TV estrelada ainda este ano, mais precisamente dia 31 de maio, então está beeem próximo. Embora o romance de 1990 não necessariamente forneça soluções, pode ao menos nos ajudar a rir do absurdo de nossa situação atual.

Mas mesmo as piores previsões para 2019 não correspondem exatamente aos eventos em Belas Maldições. No livro, o Fim dos Tempos está chegando, mas – graças a uma confusão em uma maternidade – o anticristo vive na pequena cidade de Oxfordshire. Ele é um garoto comum (com alguns poderes mágicos úteis) e ainda não percebeu o que o destino tem reservado para ele, resultando em algumas surpresas para todos, incluindo o anjo Aziraphale e o demônio Crowley, que se unem para parar o apocalipse e salvar a Terra.

Pelo que me lembro, o resto do livro faz jus a essa fantástica premissa e depois a algumas. Dito isso, devo também admitir que li pela última vez Belas Maldições logo após a primeira publicação aqui no Brasil em 2017 (o livro foi de fato publicado nos anos 90).

Uma das alegrias do livro que eu me lembro claramente é cavar as notas variadamente iluminadas, desviadas e absolutamente ridículas com as quais Pratchett e Gaiman enriqueceram sua história.

Pratchett e Gaiman conseguiram criar uma história que une grandes doses de sátira, cinismo e humor maluco, não convencional em uma observação coesa, embora surpreendentemente precisa, da vida humana em todo o mundo. Os personagens, um dos maiores pontos fortes deste livro, trazem muito charme e humor ao livro.

Os enredos secundários são outro ponto forte desta história que, apesar de ser aparentemente aleatória e independente, as histórias estão, na verdade, estabelecendo uma base sólida para o enredo principal, fornecendo muitas informações e suporte relevantes. Também existem alguns enredos laterais e personagens que realmente não adicionam muito à história e sentem que estão lá apenas para pegar algumas risadas baratas.

A descrição acima apenas arranha a superfície do que é um conjunto muito amplo, mas complexo de personagens e enredos, porque eu precisava de um limite para evitar que o que eu escrevesse se tornasse algo sem sentido e desajeitado. Há tanta coisa acontecendo, tantos pequenos detalhes para acompanhar, e ainda assim consegue se reunir muito bem para formar uma grande história sobre o que significa ser humano.

Até a próxima! Deixem seus comentários logo abaixo.

4 Estrelas, Editora Intrínseca, Resenhas

Resenha: Os 27 Crushes de Molly por Becky Albertalli

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Sinopse:

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.
Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.
Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?
Em Os 27 crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Título: Os 27 Crushes de Molly
Título original: Upside Of Unrequited
Autora: Becky Albertalli
Ano: 2017
Páginas: 320
Editora: Intrínseca

4 SABRES

Resenha:

Se você está à procura de um livro com uma história romântica, leve e engraçada, apresento: Os 27 Crushes de Molly da Becky Albertalli, publicado aqui no Brasil pela editora Intrínseca.

Molly tem uma irmã gêmea chamada Cassie, um trabalho de verão e 26 crushes que nem sequer sonham com essa situação. Cassie não tem esse problema – ela é a gêmea confiante e está apaixonada por Mina, mas Molly, não está tão feliz em relação a isso, pois se sente cada vez mais como se estivesse sendo deixada para trás.

Felizmente, Mina tem um melhor amigo sonhador chamado Will, que ligeiramente se torna o número 27 da lista dos crushes de Molly. Mas é difícil se comprometer com a paixão quando Molly está passando tanto tempo com Reid, seu colega de trabalho. Ele definitivamente não é legal o suficiente para que ela se apaixone por ele. Especialmente, quando passar o tempo com ele apenas a afasta cada vez mais da Cassie.

A força de Os 27 Crushes de Molly é definitivamente o elenco de personagens. É muito legal ver que está se tornando mais comum encontrar uma ficção contemporânea de jovens adultos (YA) que apresentam famílias inter-raciais e LGBTQ. Em particular, as mães de Molly e Cassie, que se sentem confortavelmente e vividamente realizadas com sua história de amor e a reunião de sua família é o verdadeiro coração do livro.

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Insta: @nerdbooks_

É impossível não criar raiz para Reid quando Molly supera sua própria estranheza o suficiente para ver suas armadilhas nerd. Ele é o tipo raro de pessoas que realmente não se importam com o que outras pessoas pensam, o que é uma revelação para Molly, que se preocupa demais com a opinião das pessoas. Eu acho que a própria Molly falará com muitas adolescentes (e pessoas que costumavam ser adolescentes) com sua série de ansiedades, seu anseio de amor e o florescimento de sua autoconfiança. Sua voz me fez lembrar desse sentimento de anseio tão profundamente por amor e, então, muito incerta, uma vez que surgiu.

As inseguranças de Molly também se sentirão muito familiares para muitos. Ela tem um hábito intenso de autodepreciação, frequentemente se referindo a si mesma como gorda de uma maneira muito negativa. Para mim, seu senso de auto-aversão e vergonha eram muito realistas para a experiência da adolescência. O mais doloroso é o momento em que sua avó repreende sua aparência sob o pretexto de estar preocupada com a saúde dela. Se houver um espinho ardente no feliz jardim de verão deste livro, é a imagem corporal negativa de Molly e a dor que ela experimenta por causa disso.

Muitos desses temas são intemporais, mas eu tenho medo de que Os 27 Crushes de Molly seja rapidamente datado por suas abundantes referências culturais pop. É sempre uma linha complicada para o pé em trabalhos com configurações contemporâneas – não é suficiente e as vozes adolescentes não parecem autênticas, parecem muito fora de contato em pouco tempo. Esse pode ser o destino final de Os 27 Crushes de Molly.

3 Estrelas, Editora Galera Record, Parceiro, Resenhas

Resenha: Bela Gratidão, por Corey Ann Haydu

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Sinopse: 

Corey Ann Haydu explora as complexidades da família, os limites do amor e quão duro é crescer em uma cultura que premia a beleza acima de qualquer outra coisa e cobra das mulheres nada menos que a perfeição. Uma leitura atual que dialoga direta e honestamente com a multiplicidade de questões enfrentadas por adolescentes e jovens no mundo todo – a confusão do primeiro amor, os dramas familiares e a construção da própria identidade no meio de toda essa loucura. O livro está cheio de personagens realistas, que tropeçam nos próprios medos e cometem erros com alguns dos quais é impossível não se identificar. Montana e sua irmã Arizona têm um pacto desde que a mãe as deixou: São elas duas contra todo o mundo. Com o pai sempre imerso em relacionamentos tóxicos e uma sucessão de madrastas essa foi a maneira que encontraram de seguir em frente. Mas agora que Arizona foi para a faculdade Montana se sente deixada pra trás e perdida, mergulhando em uma amizade vertiginosa e empolgante com a ousada Karissa. No meio disso tudo, Montana encontra uma distração em Bernardo. Resta saber se Montana têm a confiança necessária no que sentem um pelo outro para encaixar Bernardo na sua vida imperfeita.

Título: Bela Gratidão 
Título original: Making Pretty
Autora: Corey Ann Haydu
Ano: 2017
Páginas: 
432
Editora: Galera Record

Adquira!

Livro cedido através da parceria com a editora

3 SABRES

HISTÓRIA:

Bela Gratidão trata de uma multiplicidade de questões – o primeiro amor, as batalhas dos dramas familiares, a formação de identidade – mas também, está cheio de personagens que tomam decisões realmente irracionais em situações bastante disfuncionais.

Montana e sua irmã, Arizona, são deixadas pela mãe e seu pai terá o dever de cuidar delas. Montana sofre com isso e acaba desenvolvendo um trauma. Com a Arizona envolvida em seu mundo universitário e seu pai distraído por mais um divórcio, Montana acaba mergulhando numa amizade intoxicante com uma garota de sua classe de atuação. Karissa é ousada, imperfeitamente linda e sem medo de ser vulnerável. Ela é tudo que montana gostaria de se tornar. Mas a amizade com a Karissa está fazendo com que a Montana se afaste da sua irmã, por estar com ciúmes do que Arizona tem feito, coisas das quais elas haviam prometido, uma para outra, nunca fazer. E além disso, por Arizona ter contado para todos, menos para a Montana. Só que quanto mais Karissa revela seus segredos, mais Montana tem que se preguntar se Karissa é alguém em que ela realmente pode confiar.

Em meio a sua incerteza, Montana encontra uma distração embriagadora em Bernado. Ele é sério e espontâneo, e ele olha para Montana da maneira que ela quer ser vista. Pela primeira vez, Montana entende como você pode se tornar perdido e encontrado em outra pessoa.

RESENHA:

Esse é o terceiro romance da autora, Corey Ann Haydu, seu primeiro romance foi OCD Love Story (Uma História de Amor e TOC), publicado em 2013 e considerado um dos melhores livros do ano pela Publishers Weekly.

Bela Gratidão tem uma premissa interessante. O livro centra-se na personagem principal, Montana e um verão que muda a família já desordenada. O pai de Montana continua se casando com mulheres e se divorciando depois de alguns anos. Ele teve quatro esposas e inúmeras namoradas. Ele também é um cirurgião plástico cosmético que está focado em “consertar” todos ao seu redor.

Minha principal questão com Bela gratidão foi o ritmo e a repetição. Os primeiros parágrafos mantiveram minha atenção, porque há alguns segredo que em seguida são revelados e parece que depois disso, nada mais acontece e tudo paralisa. Durante a leitura, senti que cada cena era a mesma. Montana, Karissa, Bernardo e às vezes a Arizona. Eles ficam bêbados. Karissa fica emocionada com a família perdida. Montana e Bernardo atuam como adolescentes que pensam que estão apaixonados. Espuma, enxague, repita.

Uma coisa que eu gostei da escrita da Haydu é que ela não se importa de mostrar pessoas bagunçadas. Pessoas que cometem erros, que dizem coisas que não querem dizer, porque estão apaixonadas ou estão bebendo ou estão cansadas de se esconder. Então eu pensei que era para isso que essas cenas estavam construindo, mas nada realmente vem deles, exceto uma revelação no final (o que é bastante fácil de detectar desde o início). Não me importo com livros lentos, contanto que tenham um direcionamento.

IMPRESSÃO FINAL:

Bela Gratidão não é um livro ruim. Haydu tem uma maneira de chegar ao centro com a sua prosa, e houve momentos em que eu li algo e na minha cabeça foi: “Sim, isso é exatamente o que uma garota de dezessete anos falaria”. Ela é boa em escrever sobre adolescentes de uma maneira que sente ambos autêntico e maravilhoso. A escrita foi realmente o que me impediu de largar o resto o livro, mesmo quando estava aborrecido.

Eu aprecio a vontade de Haydu de levar personagens para lugares confusos, deixá-los fazer escolhas ruins, realmente explorar o mundo através de seus personagens. Mas há muita configuração e potencial, com muito pouco retorno. Por isso dei apenas 3 sabres de luz.

5 Estrelas, Parceiro, Resenhas

Resenha: 365 Noites em Paris por Miriã Veloso

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Olá, meus queridos. Voltamos aos romances literários. Hoje apresento um profundo romance clássico contemporâneo. Como chamas que ardem sem se ver, lhes entrego a mais uma bela obra nacional.

Eu sou Rodolfo Rodrigo e apresento: 365 Noites Em Paris, da Miriã Veloso.

A Autora

Miriã Veloso, sonhadora, nascida nos anos 90 e nas Minas Gerais, crescida em meio às flores do cerrado. Esposa apaixonada. De mente viajante e espírito livre, apaixonada pelas histórias das avenidas centenárias da Cidade Luz, imersa em uma cultura feita sua por adoção. 365 Noites em Paris é o seu segundo romance, que já conquistou muitos leitores desde a existência do Orkut, no Wattpad e agora no Amazon.

Sobre o Livro

Charlotte é uma jovem cozinheira que vive em Paris. Por dez anos trabalhou e aprendeu tudo na cozinha do modesto restaurante de seu avô paterno, que por problemas financeiros foi fechado. 

Precisando de dinheiro consegue um trabalho de garçonete no Le Procope, um dos restaurantes mais antigos e nobres da Cidade Luz, lugar onde conhece Benjamin Hastings, um homem culto e despreocupado com a vida. Ben se sente a cada vez mais apaixonado pela jovem, enquanto ela está sempre procurando desculpas para não aceitar o convite de um passeio à margem do Rio Sena. 

Em um dia, ela aceita o convite do charmoso homem e então se vê dentro de uma nova atmosfera amorosa e descobre que o seu admirador é também um amante da gastronomia. Alguém com quem poderia contar para realizar o sonho de reaver o restaurante de seu avô e se tornar uma grande chef.

Resenha

Hoje trazemos algo interessante sobre a vida desta jovem que se apresenta para nós: “Eu sou Charlotte Dupont, nasci em Lyon e vivo em Paris há mais de vinte anos, desde o falecimento de minha mãe, Claire.” Essa jovem de tamanha graça trouxe de volta o clássico antigo de garotas graciosas dos contos amorosos. Eu me identifiquei com a personagem (que só entre nós… acho que tem muito a ver com a escritora, apesar de não conhecê-la pessoalmente rsrsrs). Uma francesa que continua solteira. E como ela diz: “por escolha própria. Já passei da idade que acredita nas ilusões que as pessoas criam sobre o amor, ainda mais, em Paris. ”.  Desta forma iniciei minha leitura já sabendo que teria que ver um novo romance surgir, não era um romance de paixões em alguma aventura ou de crises dramáticas, haveria de ser a história de Charlotte, até que entrou quem eu esperava, aquela segunda pessoa que acabaria com as desilusões da Charlotte Dupont. Seu nome: Benjamin. Um franco canadense que visitava Paris pela primeira vez, para alguns concursos e eventos de gastronomia. Ele tinha um restaurante, ela trabalhava na área também. E de acordo com o destino que lhes foram traçados eles se conheceram, diante do enredo é preciso abordar que eles estavam em Paris, “na cidade perfeita. A Cidade Luz. A capital da Moda. A dona da belíssima Torre Eiffel. E o terceiro motivo que faz com que os parisienses se orgulhem, a capital da Gastronomia. ”

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No decorrer desse processo em que uma linha havia sido traçada entre eles fui conhecendo o Benjamin. E preciso dizer… eu me identifiquei demais com ele. Nossa era como se eu pudesse me imaginar no lugar dele. E isso eu gostei bastante, um personagem que lembrava a mim mesmo. Ele tinha 1,80m, magro, alto e bem nerd, de acordo com Charlotte: “Ele tinha um modo tão tranquilo de se portar, uma voz grave e sedutora, e como já diziam os poetas: ‘sua voz era como música aos meus ouvidos’. Ele tinha o jeito de um homem preguiçoso e calmo, porém, tinha a lábia de um poeta. É como se a mistura das qualidades e dos defeitos, estivessem em harmonia. ”  Bem, a parte dos defeitos é bem eu mesmo (risos). Mas havia uma grande semelhança com o personagem e fui dando continuidade ao romance que uniu eles. No decorrer da história, vocês irão conhecer pessoas divertidíssimas como a Alice, irmã da Charlotte, Megan sua amiga, Will o amigo de infância do Benjamin.  Haverá vários momentos divertidos e encantadores. Fazia muito tempo que não lia um romance tão gostoso, por sua simplicidade, por uma realidade que no fundo todos nós sonhamos. A cada momento eu fui tentando me identificar, até que já estava começando a sentir falta do que me toca (sou muito dramático, admito), foi quando a pior das fraternidades vem trazendo o incrível e medonho sentimento, que compreendemos entre a vida e morte em seu destino. E por mais que eu esteja louco para contar a aventura que me deixou sensibilizado, haveria eu de me conter, de evitar o melhor dos spoilers, pois finais como esse devem ser lidos pessoalmente e de preferência em um local bem confortável. Pois, é nele que você vai ficar por severos minutos após ler o final desta obra riquíssima em amor. É uma realidade tão próxima, tão possível, mas que talvez nós precisaríamos realmente ser leitores para entender e saber lidar com a realidade desses romances. Mas como eu fiquei muito encantado, irei me sobrepor aos meus princípios e destacar algumas palavras finais que darão a vocês, meus caros nerdbookaholics, o que imaginar para que pensem e não hesitem em conhecer essa bela e adorável obra:

“29 de Maio de 2015

Jornal Local

(…)

…E agora uma notícia que chocou o comércio gastronômico da capital francesa (…), Benjamin havia ganhado um novo coração, este que era da também chef, Charlotte Dupont, neta de Louis Allan Dupont. (…)”

Se vocês entenderam vão estar surpresos quando ler o livro. E notarão como pequenas e sucintas palavras dizem tanto em cada momento desses trinta e seis capítulos. Vocês vão gostar das frases, versos de inúmeros pensadores e artistas que são apresentados no início de cada capítulo, já o amei de cara desde o primeiro capítulo. Então vamos lá meus queridos, deixem seus comentários, conheçam a autora, leiam nossas indicações e sigam nosso universo. Um bom café e boa leitura.

Eu sou Rodolfo Rodrigo, amante do universo Nerd Book’s e lhes apresentei:

365 Noites Em Paris.

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3 Estrelas, Editora Record, Parceiro, Resenhas

Resenha: Robopocalipse por Daniel H. Wilson

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Sinopse:

Um romance de ficção científica que aborda o futuro sombrio da tecnologia. Ela está na sua casa. Ela está no seu carro. Ela está no céu. Ela está no seu bolso. E agora a tecnologia quer acabar com você. Uma inteligência artificial é criada: Archos. Em segundos de análise de dados, ela conclui que a humanidade é descartável. A partir disso, ela toma conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém se dê conta de nenhuma conexão entre os acontecimentos. Então, no que ficou conhecido como a hora H, Archos lança um ataque total contra a raça humana. Por isso, para detê-la, a humanidade deverá fazer algo que jamais foi tentado antes: unir-se por um objetivo comum.

Título: Robopocalipse 
Título original: Robopocalypse
Autor: Daniel H. Wilson
Ano: 2017
Páginas: 
406

Editora: Record

Amazon

Livro cedido através da parceria com a editora

3 SABRES

Resenha:

Quando eu recebi o livro da Editora Record, pensei imediatamente em Eu, Robô de Isaac Asimov, mas o que realmente chamou minha atenção e me convenceu a ler naquele mesmo dia o romance de Daniel H. Wilson foi saber que Steven Spielberg – um dos cineastas mais fodas de todos os tempos – estava dirigindo a adaptação do filme.

Robopocalipse começa com um grupo de combatentes da resistência humana – sobreviventes da Nova Guerra – descobrindo um cubo preto contendo uma história meticulosa da revolta do robô: como e por que começou, como os robôs atacaram a humanidade e como a humanidade sofreu e lutou. A informação contida neste é traduzida e comprometida com o texto de Cormac Wallace, líder da equipe da Brightboy.

O que se segue é uma série de pontos de vista na veia da Guerra Mundial de Max Brooks, descrevendo eventos do despertar dos Archos e da hora H até o fim da Nova Guerra. Ao contrário da Guerra Mundial Z, os pontos de vista em Robopocalipse seguem principalmente um núcleo de personagens que inclui a deputada Laura Pérez e seus filhos, Mathilda e Nolan; Oficial Lonnie Wayne Blanton e seu filho Paul; Takeo Nomura; Um hacker chamado Lurker; Marcus Johnson e sua esposa Dawn; Um robô livre que se chama Nine Oh Two; E o próprio Cormac Wallace. Principalmente, esses pontos de vista que estão relacionadas na primeira ou terceira pessoa, mas ocasionalmente o autor fica criativo e usa um método diferente, como transcrever uma conversa entre dois controladores de tráfego aéreo, descrevendo imagens captadas através de webcams e câmeras CCTV e um diário de áudio.

CAPAPARARESENHA

Estilisticamente, esses pontos de vista são uma ótima maneira de cobrir uma grande quantidade de história em um curto período de tempo, o que é exatamente o que o Robocalipse realiza. Infelizmente, o autor faz uma série de decisões questionáveis ​​ao longo do caminho, como limitar o alcance da história (Japão, Londres, Afeganistão, Alasca, Boston, Nova York, Oklahoma, Brasil) e o elenco de personagens a uma escala tão estreita, quando o mundo é tão grande e as pessoas tão diversas. Pessoalmente, eu adoraria ter visto mais como diferentes pessoas em todo o mundo estavam lidando com a revolta e lutando. Então, o autor deveria ter sido mais ambicioso e escrever uma história, consequentemente, mais ambiciosa. Mesmo com o livro concentrando-se em um núcleo de personagens, é quase impossível conectar-se com alguém ou se preocupar com o que acontece com alguém por causa da falta de profundidade e personalidades suaves. Nine Oh Two é uma exceção, mas o robô freeborn não aparece até o romance terminar, enquanto Archos é indiscutivelmente o personagem mais interessante do Robopocalipse, exceto que o AI quase não aparece no livro. Além disso, há inúmeras inconsistências no na história, como Mathilda, que se torna uma “pessoa cega” – supostamente só vê as pessoas como assinaturas de calor e músculos -, mas ainda pode dizer se alguém é preto ou bonito.

Por fim, queria que Daniel H. Wilson tivesse sido mais criativo com o livro. Enquanto chegamos a ver brinquedos, carros, aviões, elevadores, robôs domésticos e robôs militares contra a humanidade, o autor poderia ter feito muito mais, especialmente considerando o papel importante que a tecnologia desempenha em nossas vidas. Além disso, enquanto alguns dos robôs que Daniel H. Wilson vem inventando são inventivos como a unidade de segurança e pacificação (SAP) usada no Afeganistão, hexápodes explosivos (robôs), robôs que podem animar cadáveres e pluggers, a maioria das ideias – e os temas – encontrados no Robopocalipse são “emprestados” de outras fontes. Por exemplo, Matrix, 9, Philip K. Dick e vários outros filmes e livros apocalípticos/pós-apocalípticos também vieram à mente.

Do lado positivo, o Robopocalipse é um passeio de emoção muito acelerado, cheio de momentos divertidos que são fáceis de visualizar e que se traduzem perfeitamente na tela grande. Os capítulos “Phreak” e “Demolição”, em particular, são duas cenas de muitas que mal posso aguardar para ver trazidas à vida.

 

4 Estrelas, Editora Record, Parceiro, Resenhas

Resenha: Entre as Estrelas por Katie Khan

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Sinopse: 

Nada na Terra poderá separá-los. Um romance futurista surpreendente sobre o impacto do primeiro amor e como nossas escolhas podem mudar o destino de todos ao nosso redor Num futuro não muito distante, após a aniquilação dos Estados Unidos e do Oriente Médio, a Europa nada mais é que uma utopia na qual, a cada três anos, a população se muda para uma nova comunidade multicultural. Em um desses paraísos, Max conhece Carys, e é amor à primeira vista. Ele logo percebe que Carys é a pessoa com quem deseja passar o resto da vida — uma decisão impossível nesse novo mundo. Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, a conexão entre o tempo deles na Terra e o dilema atual no espaço vai sendo revelado. À deriva entre as estrelas, com apenas noventa minutos de oxigênio, eles concluem que só um deles tem a chance de sobreviver. Mas quem?

Título: Entre as Estrelas 
Título original: Hold Back the Stars: A Novel
Autora: Katie Khan
Ano: 2017
Páginas:
280

Editora: Bertrand Brasil

Amazon

Livro cedido através da parceria com a editora

4 SABRES

Resenha:

Acredito que a maioria dos jovens hoje, que tem em média mais de 20 anos, sonhavam em ser astronauta. Lembro que sempre pensava numa aventura fantástica e ao mesmo tempo tinha medo da descoberta de coisas das quais ainda não temos conhecimento, de fato. Nunca assisti 2001 – Uma Odisseia no Espaço, mas conheço o Tintin e lembrei-me um pouco do personagem, um passageiro clandestino em um foguete, se sacrifica saindo do espaço quando fica claro que não há oxigênio para todos os outros. Nada. Nem bruxas, nem monstros sob a cama ou Voldemort. Me assustaram tanto quanto o pensamento de morrer sozinho em uma escuridão infinita, flutuando a milhares de quilômetros da Terra e sufocando lentamente.

Entre as Estrelas é sobre isso. À medida que o livro vai tomando um rumo, Carys e Max estão caindo livremente pelo espaço. Sua nave gravemente danificada, o Laertes, está atrás deles e recuando a cada minuto. E cada minuto conta: eles têm noventa restantes em seus tanques de oxigênio. Depois disso, se eles não conseguirem voltar para a nave ou conseguirem que a Al dirija um drone via satélite, eles vão sufocar.

A maior parte da história é contada em flashbacks, mostrando-nos como a Carys e Max se conheceram e se apaixonaram. Katie Khan criou um mundo quase familiar, que sofre de uma invasão nuclear como resultado de uma guerra entre os EUA e “Oriente Médio”. A Europa tornou-se a Europia, uma coleção de regiões conhecidas como Voivodes através das quais os cidadãos são embaralhados a cada três anos em um programa chamado Rotation. Pretende-se desencorajar os indivíduos de se tornarem excessivamente ligados a um lugar. Qual a melhor forma de combater a xenofobia e os vários perigos do orgulho nacionalista do que garantir que todos sejam de todos os lugares, ou de nenhum lugar?

A captura é a Regra de Casais, que estipula que ninguém pode entrar em um casamento ou uma parceria civil, de preferência, nem mesmo um relacionamento sério, antes dos trinta e cinco anos. Carys e Max têm vinte e poucos anos quando se encontram. Não é o mais suave dos romances: Max é de uma das famílias fundadoras da Europia, pessoas que acreditam firmemente na correção das regras, e Carys quer uma demonstração de compromisso que ele achou difícil de dar. Eventualmente, no entanto, querendo provar seu amor por ela, ele não apenas a apresenta aos pais, mas pede ao governo da Europânia uma isenção à Regra de Casais. A legislatura concorda em dar ao casal uma corrida de julgamento como um casal, mas não dentro da Europia. Em vez disso, eles são “voluntários” para uma missão espacial para tentar encontrar uma rota navegável através do campo de asteroides que inexplicavelmente cercou a Terra desde o tempo da guerra nuclear.

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Entre as Estrelas é uma espécie de ficção científica. Todas as armadilhas estão lá: catástrofe política global, nova ordem mundial, mudanças ambientais, nomes alterados para objetos ou fenômenos familiares, níveis aumentados de tecnologia doméstica, governo grande e impessoal. É, pelo menos, uma distopia real. Eu fico com tédio quando as pessoas lançam a palavra em torno imprecisamente, mas no caso deste livro é quase tão apto: a população da Europia acredita estar vivendo no melhor de todos os sistemas possíveis na Terra ignorada (eles até incorporaram a palavra “utopia” em seu novo nome), mas não funciona para todos e não é tão imparcial. No entanto, se você já leu mais do que o mais minimo golpe de ficção suavemente especulativa, ou viu mais de três episódios de Doctor Who, você provavelmente encontrará a atmosfera do livro um pouco chata.

De qualquer forma, a ficção científica é leve porque Entre as Estrelas não está interessado em suas próprias implicações teóricas. Está muito mais interessado em ser uma história de amor, e nisso, é bem sucedido. E enquanto Khan carrega sua história, vemos o valor disso, por causa da natureza do giro da trama.

Entre as Estrelas é uma história de amor evocativa, solidamente escrita, pendurada em um quadro futurista. As páginas de abertura absolutamente te convidam a um desafio para ler, e é fácil se investir no que acontece depois. Provavelmente não vou lê-lo novamente. Eu não sou seu leitor ideal. Mas se você está procurando uma história de amor absorvente, acelerada e bastante encantadora, tá esperando o que para adquirir o livro?!